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fevereiro 06, 2008
CUERPO DE MUJER

H. Sorayama
Pedindo corpo e alma uma noite de brilho íntimo, harmonia na festa da pele e do olhar, toda a mulher se orna de grinaldas ocultas. Pertencer-lhe o exclusivo saber, acrescenta gosto. Na exposição aos outros, o sigilo condimenta as atitudes – porque o laço aperta na anca, apetecer-lhe-á ondular o passo, porque outro une o peito, ganha altura o porte. Crescida a sedução. E só ela conhece o motivo. Da (in)esperada cobiça também. Desmentindo quem toma por enfeites ociosos o que outrem não veja. Resumir ao visível a minúcia, retiraria prazer à festa e ao jogo. Embaciar a invenção da festa, recusa.
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
Te pareces al mundo en tu atitud de entrega
Tiembla en la noche húmeda mi vestido de besos
locamente carregado de eléctricas gestiones,
de modo heroico dividido em sueños
y embriagadoras rosas practicándose en mi.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena de alma mía.
Mariposa de suño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palavra melancolia.
Pablo Neruda
CAFÉ DA TARDE
Publicado por Teresa C. às fevereiro 6, 2008 10:12 AM
Comentários
tem por lá um selinho tão sincero que até dói!
Publicado por: mcorreia às fevereiro 6, 2008 03:24 PM
Obrigada, minha querida. :)
Publicado por: vieira do mar às fevereiro 6, 2008 03:41 PM
Mcorreia - vi, revi e adorei. É um doce!
Vieira do Mar - não tem de quê, pois sabe genuíno o meu apreço pelo template e por quem nele partilha belíssimos escritos.
Publicado por: Teresa C. às fevereiro 11, 2008 10:40 PM