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março 06, 2008
ANTE ET POST CAMPAINHA

Mark Weller
Tanto falatório e parece, afinal, que a montanha pariu um rato! Era falada a instabilidade nas escolas devida à avaliação dos senhores professores que a estes e aos alunos traziam desaustinados. Por solidariedade, já tinha pedido à Cila para me passar com esmero um lenço branco para no domingo, abanicando, o erguer bem alto. Eis senão quando (isto sim, é prosa clássica!), sou informada dos detalhes do processo. É impiedosa a calamidade que fustiga os docentes. Aparte duas aulas assistidas por titulares competentes, são obrigados a enfiar num dossiê os documentos A4 dispersos pela casa. Mal comparado, um processo semelhante ao da papelada ajuntada durante o ano para descarga no IRC.
Como se não fora pouca a desconsideração, os parâmetros constantes dos quilómetros de grelhas não contemplam itens decisivos. As docentes andam com saias enfadonhas ou cuidam de puxar pela vida, que é como quem diz subir bainhas, (moderadamente, porque a missão é de respeito)? Os seus pares preferem calças onde backs caibam dois ou ajustam a vestimenta? E as competências que fazem acordar um professor bovinamente feliz, por isso emprestando alegria à actividade ante et post campainha? São ignoradas. Depois, a Senhora Ministra mais os Senhores Licenciados que a rodeiam, queixam-se – teimo que entre eles nem um é professor e, bem contado, há, pela certa, um engenheiro.
Não fora ter de rumar a Madrid, aproveitaria o dia para passeata solidária, o braço no ar agitando alvo lenço como pombo. Das causas meritórias, como esta, não costumo alhear-me. Já aos pombos não deito milho. Que se... morram.
Publicado por Teresa C. às março 6, 2008 08:15 AM