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março 11, 2008
ELES DIZEM MERECER

Deborah Poynton
"ARGUMENTOS:
Porque nós merecemos um Dia Internacional, convém lembrar que inerente ao homem é:
- sentir a dor física de uma bolada nos tomates;
- suportar tortura de usar fato e gravata no Verão ;
- suportar o suplício de fazer a barba todos os dias;
- suportar o desespero das cuecas apertadas;
- fingir indiferença perante uma mulher sem sutiã;
- resistir olhar para umas belas pernas com uma mini-saia;
- ir à praia com a mulher e desviar o olhar do "mulherão" deitado ao lado;
- viver sob o permanente risco de andar à porrada com outro homem;
- vigiar o churrasco ao fim de semana, enquanto todos se divertem;
- resolver os problemas do carro;
- reparar na roupa nova dela;
- reparar que ela mudou de perfume;
- reparar que ela mudou a tinta do cabelo de "Imedia 713" para "731 loiro/bege";
- reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que tenha sido 1cm;
- jamais notar que ela está com um pouco de celulite;
- jamais dizer que ela engordou, mesmo que seja a pura verdade;
- desviar os olhos do decote da secretária que se faz distraída e deixa a blusa desabotoada até ao umbigo ;
- ter a obrigação de ser um atleta sexual;
- ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, apenas incentiva;
- ouvir um NÃO, virar para o lado conformado e dormir, apesar da vontade de partir o quarto todo e fazer um escândalo;
- ouvi-la dizer que está sem roupa, quando o problema são novos armários para guardar mais roupa;
- almoçar aos domingos na casa dos sogros. Discutir política com aquele velho “reaça”, tratar bem os sobrinhos, controlar-se para não olhar para o decote da irmã dela e não servir um arraial de porrada ao irmão dela, "sacana do caraças," que pede sempre dinheiro emprestado.
Depois, Elas ainda acham que é fácil viver a masculinidade só por NÃO TERMOS O PERÍODO!
ALTO! Falta um detalhe importante que acontecia e acontece a quem usa calças com fecho em vez de botões: entalar a “gaita” na porcaria do fecho. São duas dores: o entalanço e abrir o fecho outra vez.
Estão a ver? - Ter um filho só custa no parto!"
NOTA: Porque nos homens rareiam desabafos emotivos, a depoimento tão veemente presto homenagem. Como eles sofrem, os nossos queridos!
Publicado por Teresa C. às março 11, 2008 10:25 AM
Comentários
Agora que SLB versus SCP já não dá luta, seria talvez a ocasião propicia para reavivar essa do ela versus ele, por mim, e quanto ao ‘dia do grelo’, confesso que gostei muito mais do seu aproach de há um ano em http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/2007/03/um_homem_meu_um.html
Publicado por: VdeB às março 11, 2008 12:45 PM
Aleluia!
Faço tudo ao contrário do que foi dito...
Beijos!
Publicado por: justo às março 11, 2008 04:05 PM
A partir de 6ª feira, dia 14/03/2008, poderá acompanhar debates sobre Educação aqui: PNETmulher e aqui: PNEThomem
Publicado por: minderico às março 11, 2008 07:21 PM
[entalar a “gaita” na porcaria do fecho. São duas dores: o entalanço e abrir o fecho outra vez.]
Mentira! Pior que entalar a gaita num fecho das calças e respectivo entalanço é o TERROR em eventualmente ficar com a gaita danificada!
E esse terror transfomA-Se em autêntico PAVOR incontrolável se, por acaso, em tais momentos, se nos ocorre o pensamento de ficar MESMO sem a nossa querida E ÚNICA gaita.
Bolas, é que nós só nascemos com UMA!
Vão por mim, que já entalei a minha, mais que uma vez ;-) Safa!
Vítor
Publicado por: minderico às março 11, 2008 07:28 PM
Olá Teresa,
é óptimo termos novamente este espaço disponível para os nossos comentários, e sim, nós homens somos definitivamente um 'grupo' muito pouco compreendido pelo outro 'grupo' :)
O que nos vale é termos uma imensa capacidade de nos alhearmos dessa incompreensão e podermos gozar os restantes 364 dias na alegria que nos é trazida pelo futebol, cerveja e miradas nos decotes ;)
Um beijo (à la macho)
Publicado por: apenas um gajo e nada mais às março 11, 2008 09:56 PM
Os dias valem o que fazemo deles.
Os dias marcados no calendário? para mim só as férias e alguns aniversários (para não me esquecer).
:)
Publicado por: Sandro Franco às março 11, 2008 11:18 PM
Meus amigos,
Também eu tinha saudade de vos ler. Do vosso humor e carinho por este espaço. Da alegre partilha de sublinhados e pontos de vista. Porém, como em tudo, existem os desmancha-prazeres. Costumo chamar-lhe galholhos de espírito. Um deles deixou por aqui comentário sem graça ou vestígio de gosto. Também por isso, e enquanto for diminuto o tempo que posso dedicar ao "Sem Pénis", abrirei num ou noutro texto os comentários para de novo sentir viva a pequena comunidade por aqui nascida e que tanto me apraz.
Obrigada a todos e até já.
P.S. - remedeio lacuna grave no meu comentário anterior. Apaguei a intervenção de um leitor que, repetidamente, utiliza linguagem e conteúdo que considero inadequado ao espírito do blog . O vernáculo e alguma gíria, mesmo o palavrão, têm lugar no "Sem Pénis" se indispensáveis ao contexto. Não foi o caso. Apaguei o comentário, como de resto sempre faço quando a urbanidade no discurso não está presente.
Publicado por: Teresa C. às março 12, 2008 09:12 AM
E quando a nossa é gordinha é um sacrifício. Se lhe digo que está bonita, diz-me que estou a ser cínico porque a balança não mente. Se não lhe digo nada, diz-me que já nem olho para ela.
Mas no fim compensa.
Vivam as mulheres bonitas! gordinhas ou não.
Publicado por: João Norte às março 13, 2008 09:33 AM
Desta nem eu me lembrava!!! ahahahah
Publicado por: fallorca às março 15, 2008 07:24 PM
"MANIFESTO MASCULINISTA
1 - CABECINHA
Nas questões ligadas à discriminação e aos papéis sexuais, as mulheres já estão na sua, os homosexuais idem, os bi também, e até os machões se organizam e se solidarizam, como se viu no caso daquele cara que ferrou a mulher no rosto e teve apoio da Associação dos Maridos Traídos, fundada no Ceará. Todos os setores se mobilizam. E como ficamos nós, que não somos mulheres, nem homosexuais, nem bi, e rejeitamos o modelo machista que nos é imposto desde criancinhas como a marca da masculinidade? A resposta está no masculinismo – uma movimentação crítico-autocrítica, reivindicativa, desfrutativa, solidarista e convivencial.
Sabendo que de carta de princípio e discursos generosos a humanidade já está de sacos e ovários repletíssimos, colocamos os dedos nas feridas através de um manifesto e proclamamos, indicativamente, o que rejeitamos e pretendemos transformar para viver melhor.
2 - COMEÇO DE PENETRAÇÃO
MMN - Movimentação Masculina Nordestina.
Símbolo: um cacto ereto ou em repouso.
Observação: um cacto sem espinhos.
contra o terror machista.
contra a ditadura clitoriana.
contra o homosexualismo autoritário.
pela reconciliação do espermatozóide com o óvulo.
Renunciamos a todas as prerrogativas do poder machista.
Que omem seja escrito sem "H".
Não nos consideramos superiores nem inferiores às mulheres, aos homosexuais e aos bi: somos diferentes e iguais.
Rejeitamos todos os modelos pré-fabricados de sexualidade, caretosos ou vanguardeiros, partindo de três princípios: 1) carência não se inventa; 2) receita, somente de bolo; 3) vanguarda também é massa.
Somos solidários com qualquer saída (ou entrada) sexual que a humanidade venha a inventar e curtir, desde que não haja imposição e violência. E exigimos que se respeite a nossa opção fundamental: gostamos é de mulher.
3 - APROFUNDANDO A ENTRADA
Abaixo o guarda-chuva preto. Não somos urubus.
Abaixo as exigências do paletó e da gravata.
Contra o relógio bolachão.
Pelo direito de mijar sentado.
Pelo respeito ao pudor masculino: mictórios privativos.
Pelo amparo aos pais solteiros e abandonados pelas mulheres amadas desalmadas: creches nos bares.
Queremos pensão por viuvez, auxílio alimentação e licença paternidade.
Não amamentamos mas podemos trocar fraldinha.
Pela liberação da lágrima masculina
Contra o fechamento do mercado de trabalho aos homens: queremos ser secretários, telefonistas, babás, etc.
Não queremos ser "chefes" de família nem regentes sexuais. Igualdade fora e em cima da cama.
Queremos trepar mais por baixo.
Queremos ser tirados pra dançar.
Queremos ser cantados e comidos.
Pelo nosso direito de dizer não sem grilos nem questionamentos da nossa masculinidade.
Pelo direito de brochar sem explicação. Mulher também brocha. Aquele ou aquela que nunca brochou que atire a primeira pedra.
Abaixo a máscara da fortaleza masculina. Queremos ter o direito de assumir nossas fragilidades.
Abaixo o complexo de corno. Por que mulher não é corna? Fidelidade ou infidelidade recíproca.
Cavalheirismo é cansativo e custoso. Delicadeza é unisex. Que seja extinto o cavalheirismo ou se instaure, também, o damismo.
Queremos receber flores.
Exigimos a modificação do Pai Nosso:
a) Pai e Mãe nossos que estais no céu...;
b) bendito seja o fruto do vosso ventre, do nosso semen.
Pela capacitação dos homens, desde a infância, para as tarefas tidas como "essencialmente feministas". Reciclagem geral. Queremos aprender corte e costura, culinária, cuidado de crianças etc. Em contra partida, ensinaremos às mulheres: trocar pneu de carro, bujão e fusivel; dar porrada, atirar e espantar ladrão; matar barata e rato.
Pela paternidade responsável e contra a gravidez e os filhos serem utilizados como elementos de chantagem sentimental sobre nós.
Pelo respeito à intuição masculina.
Denunciamos a utilização depreciativa das expressões "cacete", "caralho", "pra cacete", "pra caralho". Exigimos que cada um ou cada uma se posicione: cacete/caralho é bom ou não é? Se é bom, respeitem como ao seu pai ou a sua mãe.
Protestamos contra o fato do nosso órgão do amor ser representado, simbolicamente, por espadas, canhões, porretes, e outros instrumentos de agressão e guerra. Só aceitamos a simbolização a partir de coisas gostosas e sadias: chocolates, biscoitos, bananas, batons, picolés, pirulitos, etc.
Denunciamos como principais vias condutoras do machismo: as vovozinhas cândidas, as mulherezinhas dondocas, as mãezinhas possessivas e as professoronas assexuadas.
4 - EMPURRADINHA FINAL
Considerando que muitos masculinistas trabalham dois expedientes, estudam e frequentam um milhão de reuniões e eventos, sem falar das poligamias possíveis, não iríamos incorrer na atitude fascista de inventar mais uma reunião para a comunidade masculinista. Portanto, o nosso princípio de organização é o seguinte: grupos de um, cada grupo obedece a seu chefe. Assembléias gerais com ego, id e superego. Voto de minerva para ego.
Convencidos de que a perfeição não é uma meta e é um mito, procuramos fazer um esforço no sentido de romper com 70% do nosso machismo atual e acrescentar sempre novos itens neste manifesto, aceitando a contribuição crítica e propositiva de todos os masculinistas e outros segmentos sexuais, preservada a nossa opção fundamental pelas mulheres.
Denunciamos os machões enrustidos, que utilizando o discurso masculinista, pretendem apenas dar os anéis para não perder os dedos: recuam em 30% de machismo para manter os 70%. É a Nova República do machismo.
Somos todos oprimidos. E sendo os homens, estatisticamente, minoritários diante das mulheres, isto já nos caracteriza como minoria oprimida. Nós, homens masculinistas, sofremos a pressão dos machões, das feministas sectárias e dos homossexuais autoritários – o que nos caracteriza como a menor minoria oprimida. Requeremos, portanto, o apoio extremo e a solidariedade máxima por parte da sociedade inservil. "
OBSERVAÇÕES: ESSE MANIFESTO COMEÇOU A CIRCULAR EM 1985. FOI DIVULGADO E REPRODUZIDOS EM DIVERSOS ENCONTROS ESTUDANTIS. A AUTORIA FOI CREDITADA A Marcelo Mario de Melo .
PARABÉNS PELO NOVO BLOG.....
Publicado por: Francisco Araujo às março 16, 2008 01:51 PM