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março 23, 2008
GESTOS COMO LINHOS

Alexandre Monntoya
Entrelaço nos lábios um beijo, desdobro gestos como linhos saídos da arca, escoo nos dedos afagos sabendo-os viciados em carícias. Vagas de ternura são marés nos meus olhos enovelados pelos sussurros do vento insurrecto que me sopra ao ouvido. Quero destes momentos o todo passado e futuro. Vem tempo! Chega-te a mim. Encosta o teu deslizar à memória do amanhã. Sabes-me mulher sem futuro. Que o dia esgota entre risos e paixões. Que destoa do convencionado como arara encarrapitada num pinheiro bravo. Que a mentira e a raiva e a inveja desdenha. Que do amanhecer tudo ignora e, por isso, escreve “Fim” no momento em que o corpo espreguiça nos lençóis.
- Obrigada, amigo, pelo seu carinho ao publicar o Monster in Law”. “Não o esqueço.
- “Lavar Culpas” mereceu recomendação ao Paulo e ao Zé. Honra-me o vosso gesto.
- Para ler e pensar: "Porque Hoje é Domingo” e “Encontros Acidentais”.
Publicado por Teresa C. às março 23, 2008 10:00 AM