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março 24, 2008
MIUDEZAS DO NINGUÉM-SOCIAL

Jack Vettriano
O poder não é solitário. Solitárias são as decisões enerentes ao exercício do poder. Mesmo do poder pequenino do ninguém-social ao decidir miudezas do caminho que traça. “Nadas”, dirão os poderosos majestáticos, aqueles que tremem economias ou obliquam vidas com uma assinatura. Insignificâncias serão, mas que o decisor toma em coma de dúvidas e(ou) obstinado como um castor que afadiga troncos para conter águas, até ele, folgadas.
No recolhimento duma esquina aberta ao rio, vagueia olhar e pensamento. Interlúdio que aparta raciocínios sérios e graves. O método científico auxilia e estabelece a sequência do labor lógico – define o problema, recolhe dados, formula uma hipótese, testa-a e conclui. Em fundo, vaga de música e odor almiscarado. As palavras de Unamuno no “Solidão” pousado na mesa: “O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras.”
O amor é como milho de regadio (de todos os cereais o mais exigente). Para a excelência da broa são precisas sachas, regas, desbaste, apanha, malha e eira virada ao sol. Digo eu... Mote e tema para “Funduras Abertas e Húmidas” - “À masculinidade é atribuída a propensão sementeira. (...)
Publicado por Teresa C. às março 24, 2008 09:28 AM