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março 16, 2008
TALVEZ SORVO, TALVEZ RIBEIRO

Tomas Rut
Na noite, arbustos, laranjeiras e choupos espreitam os fiapos de luz que as vidraças da varanda coam. Haverá frio. Vultos. Enamorados que regressam ao casulo. Desabrigados do amor que não somos. Pertence-nos a exaltação do sentimento. Excessivo. Urgente. Podia ter sido ontem? – Fineza que agradecera. Dias em falta para esculpir o “nós”. Mas é de hoje o gosto, o nome, o apetite pelo toque e pelo cheiro e pelos músculos retesados e pelos sorvos. Talvez sorvo. Talvez ribeiro que a brecha, de insuspeita fundura, acolha. Antes, a fantasia. Um cenário. Este.

Igor Mipovaj

Igor Mipovaj
Agradeço o afectuoso acolhimento à minha participação no PNETmulher dispensado pela Miss Pearls, pérolas é connosco, minha querida, pelo mui estimado Manuel S. Fonseca que reluz na constelação do PNEThomem, a par do surpreendente Rui Pelejão (o tema musical do seu belíssimo Vodka7 remete para marginais insanidades. Um perigo para o gineceu!). Idêntica gentileza devo à Ana Anes, cronista com especial destaque às terças-feiras no PNETmulher. Beijinho, agora de longe, à Rita Barata Silvério, querida parceira de aventura no PNETmulher, pioneira blogosférica dos termos «gajedo» e «grelame» que utiliza genialmente.
Registo mais uma prova da afabilidade amiga do Eduardo Pitta. Muito, muito obrigada.
Publicado por Teresa C. às março 16, 2008 10:47 AM