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abril 27, 2008
COSI, RISTRETTO E FURÚNCULOS

Barndog
Abrir o olho, alongar o corpo, dar uma espreitadela aos ponteiros do relógio são as etapas comuns que iniciam o estado de vigília. Rápidas nos dias úteis, vagarosas nos inúteis para a produtividade nacional. E são estes que contam para a eficácia dos primeiros. Assim o entendo, assim deles fruo.
Depois de trocar a horizontal pelo prumo da gravidade, espio o dia, ligo a Nespresso e a telefonia. Estando limpa e azul a abóbada celeste, a proporcionalidade directa entre a meteorologia e a minha bonomia adoça o café que tomo sem açúcar. A influência do conteúdo debitado pela rádio é o factor seguinte que condiciona os três tempos do meu acordar. Do último, a satisfação está invariavelmente garantida – a cápsula de Cosi que alterno com o Ristretto debitam café magnífico.
Ouvir que após um mês de silêncio sobre a recontagem dos votos no Zimbabwe, a derrota de Robert Mogabe é oficiosa, alegra a manhã de qualquer um. Foram cinco mandatos e vinte e oito anos no poder de um ditador que só não é da treta pelas dores que o provo sofre. E se a Comissão Eleitoral fez o anúncio, apesar do domínio que sobre ela tem o regimento do Mogabe, nada garante que o possível ex-ditador aceite o resultado das eleições. Homenzinhos destes são como furúnculos que nem rebentam nem desincham.
Publicado por Teresa C. às abril 27, 2008 12:24 PM
Comentários
Beijos!
Publicado por: justo às abril 27, 2008 07:06 PM
Tenho estado ausente. Fisica e espiritualmente.
Um curto regresso que a reabertura dos comentários permitiu. Apenas para lhe dar um beijo que o gosto comum pelo Ristretto torna mais desejável...
Publicado por: j às abril 27, 2008 10:01 PM
Começar o dia com uma Nespresso, aí está uma ideia cabotina... por vezes, não sei se somos realmente fashion victims, se escolhemos mesmo os nossos gadgets pela sua qualidade intrínseca...
Publicado por: Caronte às abril 28, 2008 01:45 AM
Justo - outros tantos!
J. - que bom ter coincidido a sua presença com esta possibilidade de contacto!
Caronte - ideia cabotina é a de rotular pensares alheios à mistura com gadgets e fashion victims. Banalidade confrangedora!
Publicado por: Teresa C. às abril 28, 2008 10:39 AM