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abril 07, 2008
CETIM CAÍDO AOS PÉS

S. Marshennikov
Pecados íntimos, venturas privadas. O fim-de-semana como campânula que alicia pela precacriedade e renovada vertigem do possível. Que desmente no fim sempre cedo demais. Também por isso propício a insanidades deleitosas. Gravadas no espírito e na pele cumplicidades que acontecem entre as paredes conhecidas. Rosto lavado e corpo nu sobrando de cetim que a todo o momento pode cair aos pés em murmurado roçagar. Pela certeza do sol entrado pelas varandas, mais apetece o tudo e nada que no casulo acontecem.
A paz – suave inquietude que as paredes testemunham. A música – como beijo no ouvido que o corpo arrepia e entontece. Às escancaras a malícia, a ingenuidade e a entrega – dispensada a obscuridade que alimenta nocturnas e laterais transmutações do estar. Dizem surpreendente o meu lado lunar – assim designado pelas poucas testemunhas que, num acaso, o vislumbraram. Mais compatível com êxtase de sacerdotisa do que próprio da mulher ao vulgo apresentada. Desmentido que remete para espaços e momentos recolhidos. Privilégio lobrigado por aqueles que apostam retirar o inconsciente véu da mulher-social.
Publicado por Teresa C. às abril 7, 2008 08:14 AM