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abril 20, 2008

CÓNEGO MELO

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The Brazen Serpent by Michelangelo

Faleceu o Cónego Melo, controverso dignitário da Igreja Católica. De Braga mandava recados invariavelmente anteriores ao concílio Vaticano II de 1962. Ignorou a maioria das orientações que dele provieram - abertura da Igreja à contemporaneidade alicerçada na igual dignidade de todos os fiéis, liberdade religiosa, ecumenismo e apostolado dos leigos.

Anticomunista convicto, ficou conhecido pela voz de aço e mão de ferro durante o verão quente de 1975. Foi relacionado com o “caso do Padre Max”, sacerdote da extrema-esquerda de Vila Real, morto em 1976 em circunstâncias jamais esclarecidas. Atoarda ou verdade, nunca uma ou outra ficaram provadas.

Ignoro o pensar das gentes que habita muros adentro da Cidade dos Arcebispos. Sei da veneração-ódio que suscitou país fora. Do seu empenho no Sporting de Braga e nos Cursos de Cristandade – dada como certa, no mínimo, mais uma gravidez nos casais que os frequentassem (o método da temperaturas, único "contraceptivo" aprovado pela Santa Madre Igreja, prega partidas como aquelas).

Após a morte, é uso, que rejeito, branquear o passado do defunto. Não tenho grata memória do Cónego Melo. Símbolo do catolicismo português em que não me revejo.

CAFÉ DA MANHÃ

"Carpintaria emocional" - "A contradição é com a malta apaixonada e eu explico porquê. As pessoas têm a mania de querer relações sólidas (...)

O silêncio é a música da ausência Num emblemático terceto, o poeta Eduardo Pitta afirma “é pela música que chego. (…) Existe nesta formulação (...)”

Desde ontem:

“Pedro Bandeira Freire” – “Há dias, cansado de andar por cá desde 3 de Agosto de 1939, o Pedro Bandeira Freire foi-se embora. Saiu de campo como se fosse(...)”

Publicado por Teresa C. às abril 20, 2008 11:10 AM