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abril 30, 2008
OS HOMENS SÃO MAIS HABILIDOSOS COM AS MÃOS DO QUE AS MULHERES?

Sorayama
- Evidentemente! Nunca ouvi falar de mulheres assaltantes de bancos (abrir cofres de segredo, etc.). E cirurgia plástica - que é como assaltar bancos? Haverá alguma mulher aí? Aliás, a mulher - que é objecto da habilidade manual masculina em múltiplas situações - é a melhor prova disso mesmo... | António Eça de Queiroz
- Não sei. | Paula
- Não. Pouco distingue os géneros: eles é mais Black&Decker, bisturis e chaves de fendas; elas são imbatíveis em trabalhar minudências. | Teresa Castro
- Minudências? Como assim? Do género missangas, botões e colchetes? Agora é que eu queria uma ilha deserta - tipo «Sobreviventes» - e meter lá as meninas durante uma semana. Depois, eu (não falo pelos outros) chegaria e seria para todas, sem excepção, inevitavelmente, a salvação... Porquê? Porque as menina num sabe catar peixe à unha, num sabe fazer fogo, num sabe puto de artes manuais que não seja missangas, botões e colchetes! Enfim, minudências... | António Eça de Queiroz
- António, acho que estás a ser injusto. Minudências ou não, eu não me queixo. | Manuel S. Fonseca
- Equívoco, Manuel! Eu adoro minudências! Dão imenso jeito! Insurgi-me apenas contra o suposto paradigma igualitário da Teresa: porque um colchete e uma cambota são coisas muito diferentes... | António Eça de Queiroz
- Ai que o caríssimo António persiste em associar minudências a colchetes e missangas, o mesmo que é dizer ao atavismo cultural dominante! Responda-me, por favor: na maioria das linhas de montagem que envolvem sofisticadas tecnologias são homens ou mulheres que utilizam a paciência e a agilidade dos dedos finos para encaixar peças ínfimas? Por outro lado, e alinhando na clássica especulação da sobrevivência numa ilha deserta, está mesmo convencido que a morte nos estaria certa? Não, António, não... Porque ao essencial que alicerça a organização familiar estamos habituadas, desde a prova cautelosa das ervas uma a uma até averiguarmos quais delas poderiam servir de alimento, até à pesca com as nossas lindas mãozinhas, passando pela faísca pedra com pedra, nenhum recurso nos escaparia. E mais digo: ainda nos sobraria ânimo para a esperança. Pois se a nossa vida é isto mesmo!... | Teresa Castro
- Adoro alguns atavismos, reconheço! Mas a querida Teresa a montar uma armadilha (eficaz!) para macacos, ou a dar cabo das sempre bem tratadas mãos de cada vez que falhava a pederneira, por entre um palavrão educadamente contido?... Oh-oh!... A essa eu gostava de assistir. Habilidade não se revê em repetição. Habilidade é saber o que fazer com um mínimo de meios à disposição, que até podem estar escondidos na Natureza. E aí eu ganho (só falo por mim) porque já estive na situação várias vezes. E também sei cozinhar e pregar botões! Viu? E na antiguidade as mulheres sabiam quais as ervas que faziam bem porque o bruxo de serviço lhes dizia!| (Hehe-hehe-hehhe-hehe!....) | António Eça de Queiroz
"Durante a adolescência sonhámos com príncipes, pela gentileza, com cavaleiros, pela generosidade, com magos, pelos poderes misteriosos e com professores, pela sabedoria. Também sonhámos com homens atormentados e com “rebeldes sem causa” – era sedutor o papel de raparigas suavemente transgressoras. (...)"
Publicado por Teresa C. às abril 30, 2008 07:52 AM