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abril 19, 2008

PORQUE O GRANITO TAMBÉM QUEBRA

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Iain Faulkner

O tempo que nos reservamos. Silêncio ou música em surdina como forro. Ouvirmo-nos. As palavras e os gestos bailarinos no palco das nossas vidas. Legitimar a vagabundagem do espírito. Fruir o luxo de ausência de agenda. Dos aumentados graus de liberdade.

Falamos da intimidade individual. Não que acordo comum tenha selado o propósito. Talvez porque o teu registo ponderado e profundo apela a uma viagem dentro de mim. Dentro de nós. Confessar-te a vulnerabilidade que os outros desacreditam. Não que a disfarce; preferem ignorá-la por ser mais fácil que agir, dizer, entender. Fazem de conta que nada está visível na voz, no requebro dos lábios ou no viço do olhar. Passam adiante - "ela compõe-se, daqui a pouco ou amanhã está bem. Basta esperar."

Julgarem-nos fortes e inquebrantáveis é mau olhado. Porque se há força, existe possibilidade de fractura. Fica um precipício onde havia vale. Vale rugoso com penedos através dos quais o vento assobia para brincar aos sustos, aos uuuuuuh.

Juntos lemos os sons da noite. Porque o granito também quebra, continua aqui.

CAFÉ DA MANHÃ

“Chico-Espertismo Tuga” – “Parece que Portugal se transformou no país dos deficientes, das grávidas e dos acompanhantes de crianças de colo. (...)"

”Eles e o caos” – “Aquele simpático agrupamiento desportibo que dá pelo nome de PSD bibe actualmiente momientos que traiem uma luanga história a serbir (...)”

“Outros mundos” - Horton é um elefante que, um dia, ouve um pedido de ajuda de um grão de pó que flutua no ar.(...)”

BLOGOSFERA

Dois novíssimos deleites virtuais: Fundamentos da Passagem e Boulevard Hotel

Publicado por Teresa C. às abril 19, 2008 09:40 AM