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abril 29, 2008

VIRILIDADE MEDIDA EM DECIBÉIS

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Terry Rodgers

Dizem que somos tagarelas. Que mais valia ter desaparecido da língua metade antes do nascimento. Que não despegamos conversas – mais isto e aquilo, colamos umas às outras. Que mulheres juntas são piores que vendedores debitando pregões na feira de Barcelos. Que nem catástrofe natural nos cala – substituímos a fala por gritos. Que mulher em silêncio é sinal de doença, ou borrasca.

A verdade, é quem no lugar-comum alinha não ter pedalada para nos acompanhar a corrida, seja pela falta de poder argumentativo ou de fôlego. Em qualquer dos casos, fica aquém. Depois, vêm com aquela conhecida de gritar sim, com espasmos e esgares ainda melhor, mas na caminha em pleno acto de coito. Ora bolas! Presas por ter cão e por nem o vermos. Condenam a estridência na balbúrdia feminina, mas quando a virilidade é medida por decibéis, quantos mais, melhor.

E é tão fácil calar uma mulher... O maior argumento esquecem. Tapem-nos a boca com um beijo sem diminutivo (beijinho é cortesia), e fica conjugado silêncio e bonança.

CAFÉ DA MANHÃ

“Mulheres Inteligentes Estão Lixadas!” – “Inteligência e falta de esperteza soe andarem juntas. Inteligência pressupõe sentido crítico e raciocínio (...)"

“O Elogio do Crime” – “A quem é que Tennessee Williams terá chamado uma ““sweetly vicious old lady”? Talvez vos diga, talvez volte adiante a esta (...)

“Les jeux sont faits” – “Apartem-se as facções e que o metal brilhe bem alto e com convicção ao sol do meio-dia, enquanto as montadas escarvam excitadas o (...)”

Publicado por Teresa C. às abril 29, 2008 08:29 AM