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maio 16, 2008

CHARUTO TEMPERADO A FÊMEA

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Alberto Vargas

Entre o aumento do preço dos combustíveis e as desgraças terrestres, nos dias dos portugueses paira o cinzento que a meteorologia acentua. Pinga água do alto, escorrem notícias tristes das televisões. Seja pela violência no Líbano que já matou sessenta pessoas, pelo desabamento de número inusitado de escolas na China que soterraram milhares de crianças, ou pelo atentado atribuído à ETA que causou a morte de um polícia e fez quatro feridos em Espanha, o desânimo encharca a hora do jantar.

A fumaça aérea do Primeiro Ministro interrompeu o desgraçado ciclo. Há coisa mais divertida, e que exemplarmente caracterize o espírito insubmisso português, do que ver o Chefe do Governo furar a lei que ele próprio impôs? Gostei, confesso. É refrescante constatar que ainda não nos amalgamamos com o obediente espírito dos outros europeus. Andava macambúzia com o nosso estar bovino que em tudo contradizia a lusitana tradição de fura-leis. Estávamos a ficar um tédio porque certinhos, aceitando num encolher-de-ombros os aguaceiros governamentais. Com uma fumaça clandestina, o Engenheiro José Sócrates repôs os usos tradicionais: proibições, sim, cumpri-las, não. E depois, pela irreverência, veio provar que não ficamos aquém dos americanos. Se o Clinton fumou charuto temperado a fêmea na sala oval, porque carga de água devia o nosso Primeiro prescindir de uma cigarrada aérea?

CAFÉ DA MANHÃ
Hoje:

“O Sex, a Cidade e o direito a amar Jimmy Choo” – “Amigas, moda e sapatos, festas, dietas, sexo, álcool e amor. Há acaso temas mais importantes (...)"

“Nakba” – “Comemorou-se, no passado catorze de Maio, o aniversário da proclamação de Israel como estado (...)”

Desde ontem:

“Vou dar na Júlia” – “O partido das indignações ganhava a maioria absoluta de caras, caso houvesse eleições agora. (...)”

BOLGOSFERA

“Se calhar sou eu que sou maluquinho, mas estas merdas assustam-me" - "Ontem não me pude embebedar num evento na xafarica de um co-blogger porque fui a um seminário onde se falou de António Damásio e da noção de experiência estética. Confirmei todos os meus preconceitos sobre o homem, sobretudo sobre a sua (ir)relevância para entender determinadas dimensões da experiência humana. Falou-se de neuro-coisas e de quadros de Goya,(...)” João Galamba

Publicado por Teresa C. às maio 16, 2008 11:13 AM