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maio 28, 2008
COMO AS CARTOMANTES OU CIGANAS

Clyde Caldwell
Da futurologia há especialistas. Não predizem o futuro como as cartomantes ou atrevida cigana que aborda quem passa. Mulheres, fatalmente, por ser realidade comum a vantagem que levam aos homens no pecúlio de dúvidas (in)existenciais que o preço de uma consulta ou uma moeda justificam.
Futuros há os possíveis, os previsíveis e os preferíveis. Fosse brejeiro o discurso, que no caso vertente pretendo asseado, e à trindade de pês acresceria a “porra do acaso”. Detendo-me na “porra” pelo mérito, já que da minha oralidade é termo que excluo pelo mal que me soa - reconheço-lhe expressividade por remeter para cacetada indevida ou infortúnio. Adiante.
Voltando aos entendidos em futuros, afirmam que num previsível os afectos ganhem terreno na economia e mudem regras ao jogo das macroeconomias. O fundamento faz corar de tão sabido - os senhores da fome e da fartura, vivendo a contar dinheiro mais não são do que infelizes. Por ditarem as regras do mundo, com a respectiva desgraça penamos todos. Bem visto!
Decorre do raciocínio o cenário possível e previsível de crescente desmaterialização dos comportamentos e consequente alteração da ordem social. O dinheiro, reles para quem a sobrevivência dá por adquirida, passaria a desempenhar o papel de brinquedo dos (muito) ricos e menos afirmação do sucesso de que hoje é medida.
Sidney Pollack, que no cinema tratou como poucos os valores e os seus porquês, à inversão nos regulamentos das atitudes, a acontecerem, já não assiste. E tenho pena. Um a um, ícones de tempos deixam para os outros presente e futuro.
Nota: "Divação" publicada aqui.
"Sem PC" - "Não, não vou falar dos países do antigo bloco socialista, nem de uma qualquer (...)"

Publicado por Teresa C. às maio 28, 2008 07:33 AM