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maio 24, 2008

MISS CASTELINHOS

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Peter Driben

Quando a paixão ensandece, aproxima-se borrasca. Ou não - paixões há muitas, tantas quantos os chapéus. Já Vasco Santana disse no primeiro sonoro português, “Canção de Lisboa”: “chapéus há muitos, seu palerma!” Havia no início dos anos trinta, que, por ora, há bonés invertidos e sweats largueironas em vez dos paletós.

Os apaixonados pelo comando do PSD pavoneiam rituais de acasalamento que entre eles destaque um. Comove a dedicação à causa pública que manifestam no pensar e agir. Peregrinam pelas sedes partidárias de Norte a Sul. Tecem loas e desfiam cantigas de amor que os correlegionários convençam. Em muito semelhantes ao cábula Vasco que vive da mesada das tias transmontanas e por dizeres as endromina. Elas convictas de terem um sobrinho doutor. Que Vasco não é. Forrado e cosido de dívidas, prefere os arraiais, as cantigas e as mulheres bonitas, em particular Alice (Beatriz Costa), a costureira do Bairro dos Castelinhos.

Não me atrevo a assemelhar os barões do PSD ao alfaiate Caetano (António Silva), o pai de Alice. Contraria o namoro com Vasco até lhe saber ricas as tias que dele farão seu único herdeiro. Perturbado pelos cifrões e pelo poder inerente, aceita ajudar Vasco a fingir-se médico. À dupla associou-se o sapateiro, interessado no mesmo.

As próximas directas no PSD lembram a eleição da Miss Castelinhos. Cantando a “Agulha e o Dedal” venceu o concurso. O pai, esse, viciou premissas e resultados.

Nota: "Divagação" publicada aqui.

CAFÉ DA MANHÃ
Hoje:

“A Idade da Inocência” – “Sexta-Feira; noite cerrada. Da minha janela, viam-se as luzes acesas na vizinhança. Já era hora para digerir (...)"

”Dependência altamente tóxica - Depois de anos a fazer escola nas minhas redondezas, uma velha e estranha lição que aprendi (...)”

“O Agroglamour” – “Posso dar-vos um bom exemplo de iniciativa (privada?), com sentido (de humor!)? Simples: o Festival (...)”

"AGULHA E O DEDAL" - "CANÇÃO DE LISBOA"

Publicado por Teresa C. às maio 24, 2008 12:04 PM