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junho 21, 2008

COMO O CORAL DO VALENTINO

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Barndog

Tenho sido feliz. Continuarei a sê-lo, certeza que arranco das funduras do pensamento. Num percurso cheio, há de tudo um pouco: seixos rolados que apetece guardar para sempre nas mãos, cascalho poeirento que dificulta a passada, aroma a alfazema e a flores das tílias em festa, urtigas dolorosas que na pele fazem prurido e ardor. De muito o corpo pode ter queixas. Não o espírito ladino que mesmo em becos sombrios vê luz no fim do caminho. Por essa luz me alevanto. Por essa suave claridade não temo adormecer. E semi-de-bruços na cama, dobro a perna esquerda sobre a direita preguiçosamente esticada no lençol.

Hoje tenho em festa alma, corpo e coração. Talvez um par de lágrimas me lambam a face. Talvez, faltando um minuto para as duas da manhã, segure uma flute de champnhe e celebre o solstício de Verão. Talvez dance até escoar a madrugada. Certo, certinho, é o açafate de sorrisos que tenho para oferecer. Tão certo como o coral do Valentino apertado no pescoço. Ombros, costas e colo quase desnudo como oração de graças pelos amores que me rodeiam. Porque mostrar o corpo só é gesto impudico se contaminado pela presunção ou malvadez.

CAFÉ DA MANHÃ
Hoje:

“Alentejo: Um País Distante” – “As aulas estão a acabar, os exames também e a correria de todos os dias promete começar a abrandar, ainda que seja temporariamente. (...)"

“O INSTITUTO DA ESTATÍSTICA” - “Antes de mais nada convém distinguir: o Instituto Nacional de Estatística (INE) é apenas um mero (...)”

Desde ontem:

"Nome bem legível" – “Estava escrito numa folha de serviço oficial de exames. Fiquei a pensar na expressão alguns segundos (...)”

Publicado por Teresa C. às junho 21, 2008 11:12 AM