« «LERDA» NÃO CONSTA DOS MEUS DICIONÁRIOS | Entrada | A UNHA DO PÉ »
julho 12, 2008
ATÉ AS MOSCAS ANDAM MOLES!

Blake Flynn
Mudar de Verão para Primavera tente-não-caia adormece cada pedaço do corpo. Até os ossinhos, saudáveis diz o bendito João Semana que insiste em tomar conta do recheio que enformo, doem um a um. Vem daí a lentidão dos movimentos e a perplexidade da Cila ao deparar com uma pasmada que contrariava o comum. Balbuciei uma qualquer ausência de explicação. “Que não, que não pode ser, que alguma coisa aconteceu, sentiu-se mal?, está cansada?, dormiu bem?” Que sim, dormira como uma «anja», não estava exausta, doente e tão pouco nada de mau acontecera. Presenteou-me com o café-bomba da praxe e sossegou.
Interrompeu os cozinhados para espiar o meu estado. “Ah!, a “doutorinha” está melhor! Pois eu não! Continuo chocha, dói tudo o que há para doer; na cabeça carrego batatas que não param de aumentar. Sabe que mais? É do tempo! Se viesse uma chuvada lavava a terra, sumiam as batatas e as dores. E já reparou? Até moscas entraram em casa. Veja como andam moles!” A memória recolheu o dito da Lise, francesa que viveu anos em Portugal, quando a atmosfera teimava no cinzento: "oh la la!, putain de temps, oh la la!"
Tudo passou pela tarde. Duas horas com Amiga a quem muito quero recompuseram-me num ai. A parte sumarenta da conversa reservo para segunda no PNET Mulher.
Publicado por Teresa C. às julho 12, 2008 11:07 AM