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agosto 05, 2008

BELGA, VESTIDA DE VERDE

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Edwin Georgi

A tia é uma mulher encantadora. Por pudor, não descrevo o percurso da jovem linda, culta e requisitada por candidatos ao seu amor. Adianto que ao concluir o ensino liceal no Colégio do Sagrado Coração de Maria, sito na Guarda, optou pela vida religiosa. Primeiro em Portugal, depois em Concy, aos setenta e sete anos mantém a jovialidade, espírito arejado e apetite pela leitura. Intervala os ensaios sociais e teológicos que lhe ocupam o espírito com a vulnerabilidade da qual é a primeira a rir – o gosto de saber o que acontece com a realeza europeia, a espanhola em particular. Admiradora da Rainha Sofia pelo pundonor e ligação afectuosa à família, interessada nos desvarios monegascos, de vez em quando apetece-lhe a IHOLA! Falta do cabeleireiro que dispensa, é o que é!, ou teria ao seu dispor resmas de números atrasados, o que para o caso tanto dá.

Do exemplar de sábado último, na moleskine, redigiu: “ A nobreza nos tempos que correm numa Europa em crise” – “Princesa belga vestida de verde, símbolo de esperança e com chapéu a condizer em forma de disco (homenagem aos jogos olímpicos?). Uma sua irmã foi vestida por estilista amante da família real e da pátria: toucado nupcial e carteira com a forma do país amado. Extraordinário sentido do “dever”, fora do tempo ou talvez fora da vida.”

Tenho sorte ou não?

CAFÉ DA MANHÃ
A ler: Leonor Barros e Manuel S. Fonseca

Publicado por Teresa C. às agosto 5, 2008 09:07 AM