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agosto 03, 2008

SEM MAIS DO QUE BIKINI, CHINELAS E PARÉO

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Al Moore

Dera por findo o almoço. Antes houvera o ritual do semanário abordado no Café Central. Mesas bordejadas com latão amarelo. Polido. Cadeiras de saudável castanho; assentos de couro gravado herdados do fundador. Do alto do retrato a preto e branco, a figura circunspecta do início do século passado vigia o trabalho do herdeiro. Por funcionários gente nova, bonita, sorriso cúmplice desde a entrada. À mesa vem parar o costume do ano anterior. É o “estar em casa” estando fora que seduz. Ambiente clássico isento de kitsch em plástico ou metal a fingir.

Quando o apelo chegou, já o café do pós-almoço assentara como é dito das sopas no mel. O desafio veio do mar ao largo de Albufeira. No que concerne a pescaria, o alvorecer a bordo do iate fora desastroso. As carnes frias e os patês do Apolónia, entre as Quatro Estradas e Almancil, sobravam por desistência dos convivas renitentes ao cedo-erguer. Há gente que a umas horas de sono sacrifica prazeres de eleição! Combinado está para o Agosto meio lançar âncora em praias desertas. Ondular de Vale de Lobo para trás e para a frente. Lançar bote no Evaristo. Algures no areal, ronronar a digestão. Sem mais do que bikini, chinelas e páreo, celebrar a vida boa de Verão.

CAFÉ DA MANHÃ
A ler: Marta Botelho

Publicado por Teresa C. às agosto 3, 2008 09:03 AM