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outubro 24, 2008
DESEJO OU PRINCÍPIOS?
“Teresa,
(...) Estou separada, sempre fui fiel ao meu marido durante tantos anos, apesar de ele me ter sido continuamente infiel, o que me fazia sofrer muito - conheci um homem lindo há pouco tempo, daquele tipo de paixão que é difícil evitarmos...mas a pessoa tem namorada e os meus princípios não me permitem continuar nesta semi-relação que magoa outrem...o que faço - opto pelo desejo ou pelos princípios?”
Correndo o risco de transformar o SPNI num correio sentimental, a questão colocada tem que se lhe diga, seja homem ou mulher quem a submeteu à consideração. A “Dobra”, ali mais em baixo, associou pragmatismo e sensatez. Gostei de ler.
As coordenadas éticas da matriz individual são decisivas – agir à revelia da consciência comumente acarreta culpas, fantasmas e mau dormir. Ingredientes primeiros na lista do descontentamento. Para quem aprecia a paz, como eu, conforta respeitar a lista de prioridades que defino e reavalio para voltar a definir e pôr em questão – noutro lugar, escrevi que cristalizar compreendo nos minerais.
Pela ausência de aviamento de receita carimbada e duplicada, não ficou a pergunta sem resposta. Entenda-a à moda dos psis – conjugue o «eu» e ouça o que tem para dizer. Se lhe gritar, acalme-o, e, depois, converse com ele.
Publicado por Teresa C. às outubro 24, 2008 10:26 PM
Comentários
Muito obrigada, Teresa e desculpe-me ter convertido o SPNI num tipo de consultoria sentimental, mas acredite-me, tem-me ajudado tanto com a sua postura decidida e open minded nesta nova fase da minha vida, quando tudo parece novo... como voltar à adolescência e sentir o chão a escapar-se-nos do chão...Ainda mais porque os outros gostam tanto de nos julgar, ainda mais nesta situação em que eu me julgo mais do que alguém...mas é um sentimento puro, bonito e isso desculpa-me um pouco, não é?
Bjs e muita sfelicidade desta sua amiga,
Publicado por: indecisa às outubro 25, 2008 03:40 PM
Ética...
A moral que molda a nossa sociedade é de tal forma influenciada por dogmas religiosos e de uma contra cultura alienante que não é nada incomum , diante do espelho d´alma, reprimirmo-nos.
Por vezes me pergunto:O que pode ser mais livre do que sua própria consciência, senão tão somente o impulso do amor?
Amem-se. Todos. De todas as formas. Sem preconceitos ou dogmas.
Acreditem. É muito melhor que se matarem à todos como vêem fazendo a humanidade desde Cain.
Beijos Teresa, "consultora racional dos sentimentos"..
E dê outro beijo na Tati por mim, também!
\\:0 )
Publicado por: justo às outubro 25, 2008 06:56 PM
Muito obrigada, também, Dobra e Justo, ajudaram-me tanto com os vossos comentários tão comoventes e livres de preconceitos...Muito obrigada, sinto-me mais leve e feliz, também por saber que, afinal, não estou a cometer um crime, apesar de estar, no fundo, a fazer a outrem o que me magoou tanto a mim, mas não foi propositado, conheci a pessoa por acaso e um sentimento muito forte invadiu-me como há muito não me acontecia...Eu nem conheço a outra pessoa, nem quero, não fiz isto para humilhar alguém, aconteceu naturalmente, enfim, já me estou a alongar...Bjs
Publicado por: indecisa às outubro 25, 2008 08:10 PM
Indecisa - pelo que vejo, a estratégia, resultou. Ainda bem. Gosto de ver satisfeitos os leitores do SPNI.
Justo - é o falar do amigo que nunca vi. A Teresa C. e a Tati entendem-no, concordam e agradecem.
Beijinho afectuoso.
Publicado por: Teresa C. às outubro 29, 2008 10:18 AM
