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novembro 21, 2008
A NOITE DOS CINCO «EFES»
Longa foi a noitada, matutino o despertar. Alegres as razões para as curtas horas de sono – contrariar normas biológicas que ordenam oito vezes sessenta minutos de bom dormir é uma das muitas formas de insubmissão da matriz pessoal. Acordei com o sorriso beatífico de quem inaugurou, na véspera, o fim de semana. Rodeada de amigos e de amigos dos amigos que amigos correm o risco de vir a ser, ri, abracei, a fala fluida foi fatalidade feliz – cinco «efes» que sempre entesouram memórias emolduradas com ouro.
Entre críticos de arte, pintores, homens da edição escrita de pensares, escritores, mulheres admiráveis, destaco a Fernanda Rocha que pela vez primeira expôs bijutaria-joalharia de rara sensibilidade e gosto. Singular também – porque única, porque tem alma, porque provem de profissional de elevados méritos na pragmática área financeira, o véu quotidiano da artista que é obrigatório conhecer.
A casa Potthoff abre as portas na rua Duques de Bragança, logo a seguir ao «parisien», não fosse bem português, Largo do Picadeiro, no lado superior do São Carlos. A esplanada do Café do Chiado, entre arquitectura pombalina e a arte nova do final do século dezanove, é ladeada pelo Teatro Estúdio José Viegas e pela oblíqua Travessa dos Teatros. Nos requebros dos ferros, no ocre desmaiado das construções convém detença. Descer vinte metros é prazer que antecipa outro: o momento de olhar a pintura do Vasco Ribeiro e a arte da Fernanda Rocha. Roteiro que sugiro até 4 de Dezembro como fuga ao trivial.
Publicado por Teresa C. às novembro 21, 2008 11:02 AM
