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novembro 28, 2008
AI COMO ENTENDO O ANÃO!

Ken Martin
“Um homem passa pela colega de escritório e diz-lhe que o cabelo dela cheira muito bem. A colega vai imediatamente ao gabinete do chefe e diz-lhe que quer fazer queixa dum colega por assédio sexual. O chefe, admirado, pergunta-lhe:
-Mas, afinal, qual é o mal de um colega lhe dizer que o seu cabelo cheira bem?
-Chefe !... Ele é anão!”
Ai como entendo o anão! Então um ser precisa de atingir a altura doutro para lhe sentir o “sexual feeling”?
Costumo, entre amigas, dizer que mulheres altas, vistosas, fashion, inteligentes, assertivas e informadas vêem reduzido o «mercado» masculino. O que é bom, por decorrer da escassez da amostra menor risco de encontrarem cabotinos.
Fundamentalmente, gostamos:
- de ser menos altas do que eles;
- tão informadas quanto eles;
- que nos aceitem o polimento sem por ele entenderem rendição de alcova;
- que recebam a nossa sedução e nos seduzam com inteligência;
- que reconheçam, sem reservas, intelecto, nosso ou alheio, tão ou mais ágil do que o deles;
- de nos sentirmos sexy e ter o respectivo feedback;
- que eles nos dêem colo semelhante ao que estamos dispostas a conceder;
- de homens leais, íntegros, irreverentes, humorados, socialmente destemidos – bravos do pelotão! -, criativos, isentos dos atavismos e tiques inerentes ao designado homem contemporâneo, assertivos, que não toquem, nos violinos, partituras que conhecemos bem demais;
- que eles não nos obriguem a cedências, salvo as ditadas pelo bem maior de amar e ser amado;
- que discordem de nós e tenham em acervo argumentos suficientes para consolidarem no nosso íntimo o respeito pelos alvos (vítimas?) dos nossos amores;
- de homens tão loucos quanto ponderados;
- de cavalheiros saborosamente debochados;
- que eles saibam cozinhar tão bem ou melhor do que nós;
- que não precisem das mulheres para (sobre)viver com alegria e, ainda assim, lhes sejamos tão indispensáveis como eles o são para elas;
- que eles sejam cúmplices, amantes e amigos;
- de homens simples, discretos e que não torrem a nossa paciência ao impingirem-nos o papel de ouvintes dos mil e um relatos de amores anteriores;
- de sermos poupadas às encenações fanfarronas de super-heróis.
Elementar, não é? Não sou o Dr. Watson, mas diria que sim.
Publicado por Teresa C. às novembro 28, 2008 10:18 AM
Comentários
Muito bom, quase tanto como este clip sobre O Segredo dos Gato Fedorento http://www.youtube.com/watch?v=PqW2wyjVx6M
Publicado por: Bikudo às novembro 28, 2008 02:33 PM
Cadê o Pirata-Vermelho ? Será ele o anão?
Publicado por: Anti-Pirata às novembro 28, 2008 07:24 PM
Bikudo - grata pela visita e pela sugestão
Anti-pirata - o "Pirata Vermelho" é um não-amigo que muito prezo. Nunca o vi, mas, intelectualmente, jamais será anão.
Publicado por: Teresa C. às novembro 28, 2008 07:50 PM
risos
Pois! queremos sempre o homem perfeito.
Existe?
Publicado por: Claras Manhãs às novembro 28, 2008 10:07 PM
Claras Manhãs - não existe e ainda bem. Seria um tédio! Por isso queremos Homens e não Deuses do Olimpo. Que faríamos com eles? Orar? ;)
Publicado por: Teresa C. às dezembro 2, 2008 11:06 PM
Mesmo depois de dezenas de anos de indiscrições ainda me senti desnudado pelo teu post...
Se alguem me tivesse ensinado antes...!
Publicado por: Abibir às dezembro 3, 2008 10:32 PM