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novembro 23, 2008
INBOX, OUTBOX
Autor que não foi possível identificar
Domingo pejado de afazeres burocratas é desgosto. O “dia do Senhor” supõe descanso. Ideia liberdade, parênteses nas tensões profissionais, acréscimo de serenidade. Antecipa o gozo de gozar tempo com o próprio e com os amores. Sugere fantasias: fugas ao conhecido – deslizar por estradas secundárias e (re)descobrir a humildade das vidas, da pintura natural que limita, a oeste, o lugar português. Ou voar. Partir sem regresso que a alma não ordene. Talvez cair em deliciosos clichés. Fazer o que a gana mandar.
E uma mulher abre a caixa de correio. Recebe novas da noite acabada na forma de recados, cartas e doçuras – o desinteressante apaga sem ler. No inbox depara com razões para sonhar e sorrir. Como esta:
“A mulher vira-se para o marido (namorado, amigo colorido, etc.) e pergunta:
- Vamos a Nova York fazer um workshop?
O marido (namorado, amigo colorido, etc.) responde:
- Como assim?
A mulher responde:
- Tu work, Eu shop!!!”
Tal qual, amiga! De bocejar noutros workshops temos fartura. Este, sim!, aprovo, quero, preciso. Que seja deixada à solta no ChinaTown. Que sinta os odores, a excentricidade das gentes e das cores. Que adquira falcatruas perfeitas por escassos dólares. Que à conta da pechincha acresça delícia ao figurão que estarei certa de fazer. Que me seja concedido o prazer de um almoço-namoro em Little Italy. Que este domingo burocrata se esgote enquanto, na minha cadeira, a fantasia me torna feliz.
Publicado por Teresa C. às novembro 23, 2008 11:44 AM