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dezembro 16, 2008
BOA NOITE X,

Mark Harrison
Desculparás a uma mulher tão mulher quanto eu, a pergunta indiscreta: “Ela respondeu?” Agradeceste os meus conselhos. Não o foram. Antes transmissão de saberes das parceiras de género que o mesmo ouviram/ouvem, disseram/dizem sabendo, (in)conscientemente, o que dizem ao não dizer. Numa mulher, dizem, é o não dito que mais importa. Demarco-me deste senso comum por prezar a comunicação do que penso sem obedecer a estereótipos e/ou regras. Quem gosta colhe, quem não apreciar fique longe. Tão simples quanto isto. E é a simplicidade na forma de viver que me fascina. Rejeito as complexidades (complicaçõezinhas?) menores. Amo a pureza no estar e disto renego abrir mão.
Pensei-te no final de dia. A tua (in)contida ansiedade pela mulher que desejas. As horas que registaste entre a pergunta e a não-resposta ao e-mail que se foi no momento em que premiste o “Enviar”. Disseste-te inaugurando uma atracção. Cometeste a venialidade do artifício; tentadora, sei! Porém, embora reclames o treino da paciência e o papel de moderador da ansiedade quando o desejo comanda, li um homem semelhante a uma mulher quando o caldo fervente das emoções os une sem destrinça. Humanos, ambos. Somente importa a individualidade da situação. O género está a mais.
Publicado por Teresa C. às dezembro 16, 2008 12:31 AM