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dezembro 29, 2008

VELHO E NOVO NOS CORUCHÉUS

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Mel Ramos

Não faço balanços do Velho, rejeito delinear propósitos para o Novo. Tempo e objectos tiveram préstimo enquanto duraram. Findos, reservo-lhes canto na lembrança se excepcionais os serviços prestados. Seco nostalgias de idos pela falta de alimento. Assim, conservo arejado e limpo o lugar para o advir. Se vier. Se o vir. Se o viver.

O activo e o passivo de cada dia, pela noite, o espírito anota. Tocando a campainha arrependimentos serôdios, indago a origem e mantenho cerrada a porta, salvaguardando de intrusos a intimidade do ser. Melhor aprender com os erros do que arrecadar culpas inúteis. Atitude, ainda assim, perigosa – arranho a tolerância que prezo se nos outros identifico leviandade no estar. Como a que, durante este ano e no anterior, tem caracterizado a Câmara de Lisboa no que aos Coruchéus respeita.

Detrás da Biblioteca Municipal sita no Palácio Galveias, uma das mais notáveis residências nobres lisboetas do séc. XVII, no início da década de setenta foi criado o Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus. Concebido e construído à semelhança dos ateliers de Paris patrocinados por André Malraux. Nos trinta e seis ateliês distribuídos a artistas plásticos, fervilhou a experimentação em percepções, códigos e técnicas. (...)

Lisa Stansfield - "Never Never Gonna Give You Up"
CAFÉ DA MANHÃ
Teresa Castro
Mauro Castro

Publicado por Teresa C. às dezembro 29, 2008 10:25 AM

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