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janeiro 20, 2009
A BÍBLIA DE ABRAHAM LINCOLN

Gennadiy Koufay
No domingo, sob inspiração de Abraham Lincoln, Barack Obama (re)fez a viagem de comboio de Abraham Lincoln, em 1861, até Washington, DC. No Lincoln Memorial, houve festança à altura do Messias que o mundo espera. Sobre a mesma bíblia que testemunhou o juramento do seu guru político, hoje, Obama fará o mesmo. Quão pesada carga cai sobre o novo presidente da América (assim escrito parece injusto para as Américas outras, mas todas a do norte comanda)! Não há habitante atento do planeta que não esteja suspenso do desempenho do primeiro negro quase branco elevado à condição de presidente do país que mais sustém cordelinhos de marionetes pululantes.
Abraham Lincoln, Lincoln, filho de agricultores iletrados, cresceu “ao Deus dará”. Recém-chegado à condição adulta, não ia além de rudimentos na leitura, na escrita e na aritmética. Pouco habilitado, foi um faz-tudo. Guerreou índios e, também por isso, cumpre um dos velhos mitos americanos. Afirmaria, mais tarde, não ter visto um só guerreiro índio vivo e terem sido as lutas contra os mosquitos as mais sangrentas que travou. Concluiu com bravura o curso de advocacia e casou bem, com Mary Todd, mulher de educação esmerada, nascida duma família da elite do Kentucky. Antiescravista tardio, foi eleito presidente pelo Partido Democrata com a magra votação de 40% e sem um único voto dos Estados do Sul no Colégio Eleitoral. A Guerra Civil foi conflito sangrento que governou, mantendo a União. Na noite de 14 de Abril de 1865, numa Sexta-feira Santa, um actor defensor da escravatura e "sulista" por convicção, viria a matar Lincoln no Teatro Ford, em Washington.
Alguns biógrafos retrataram Abraham como bisssexual de espanto. “Parecia exalar testosterona de cada poro”, dizem. Para bem da Michele Obama e do mundo espero que o final de Barak seja diferente. Entretanto, hoje, é presidente.
Publicado por Teresa C. às janeiro 20, 2009 08:00 PM