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janeiro 21, 2009
A RÃ DE LUIGI GALVANI

Kim Parkhurst
O Poder desceu a Avenida Pensilvânia. Ia enfeudado em preto à prova da violência por alguns, muitos?, esperada. Antes, havia jurado honra e dever. Depois, falou. O mundo suspenso da fala de um homem só. Comentadores dissecando, prendendo com alfinetes cada fracção do discurso, alguns escoando maledicência miúda como soem fazer partes menores da alma portuguesa. O Poder foi a rã de Luigi Galvani tocada por mil escalpelos metálicos. Transformou química numa energia nova que o mundo esperava. O tempo viria a banalizá-la. Mas fez história e iluminou o mundo.
A noite amansou o dia. Olho o monitor. Sinto o som das teclas que, mal as vendo, debitam emoções em forma de letras, depois palavras. Escrever alma é tão fácil… Porque é necessário, julgam muitos, armadilhá-la? Talvez, e tão-somente, sejamos personagens num conto de liberdade ainda por escrever.
Publicado por Teresa C. às janeiro 21, 2009 02:05 AM
Comentários
Ou seja, o mundo (ficou) galvanizado?
Oxalá, no sentido em que o galvanizado protege contra a corrosão, resiste aos ataques mais agressivos durante mais tempo.
Mas a fragilidade (desconfiança) é tão grande que, pelo sim pelo não, não vá o diabo (republicano) tecer novas armadilhas... o melhor foi repetir o juramento (mesmo sem bíblia e sem o testemunho directo de 2 milhões de torcedores).
Afinal, em que se acredita? Pode haver uma antienergia administrativa capaz de neutralizar a química galvânica?
Yo no creo en brujas, pero...
(des)Confiada Mente
zé ;-)
Publicado por: zeka às janeiro 26, 2009 06:50 PM