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janeiro 24, 2009

ENCARQUILHADA COMO O MUNDO

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Arantza

A semana termina quente. Na meteorologia, o sol anda fugido, mas outro “Sol” se encarregou de aquecer os ânimos húmidos de desejo por escândalos dignos do nome. O licenciamento do Freeport em Alcochete, arrastado durante anos até à aprovação final, foi o mote. No “disse que disse”, consta que as autoridades inglesas farejaram irregularidades no negócio ao descobrirem avultadas maquias, obscuramente, destinadas a Portugal. Puseram à bulha tio, sobrinho e primo. Encheram o papo ao semanário e à TVI.

Qual o povo e oposição a um governo que não correm atrás de sumarentas notícias envolvendo o Poder em histórias pouco edificantes de sexo ou dinheiro? Ressalvando aqueles cuja corrupção é servida e fere diariamente vidas, como em África, não existem outros. Na Europa, ingleses e franceses põem a consciência nas mãos do diabo, sendo preciso, para o povo televisivo e/ou leitor de jornais pastar erva suculenta. Nas Américas, o mesmo. A História está pejada de histórias semelhantes. Deslizando nos clássicos mais próximos no tempo, o “Caso Watergate”, o “Caso Profumo”, o “Caso Mazarine Pingeot” - a filha ilegítima de Mitterrand que durante dezanove anos não pôde chamar-lhe pai – são alguns. Todos venderam como pão quente e tiveram consequências daninhas para os protagonistas.

Peter Eigen, presidente da Transparência Internacional, avisou a Alemanha de também padecer da doença da corrupção. Os alemães foram obrigados a deixar cair o protector velho costume "o que os olhos não vêem, o coração não sente". Por ora, vêem e sentem. Os políticos têm a imagem mais maculada e o mundo dos negócios segue-os de perto.

Vencer alheios por maquinações lamacentas é prática encarquilhada como o mundo. Depois, anjos de asas caídas somos todos. Quem estiver de fora, por actos ou omissões, que se acuse.

CAFÉ DA MANHÃ
Célia Bernardo
António Eça de Queiroz
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Pelo reconhecimento do talento da Fátima Correia, estou feliz. Parabéns, minha querida!

Publicado por Teresa C. às janeiro 24, 2009 09:40 AM

Comentários

Kara T,

Lá ia eu atrás do título errada mente... a antever deslize nas rugas não figuradas :-(

Que sina a minha: fra(n)ca mente!

Ainda por cima, vinha duma aturada consulta ao mundo (enrugado) da blogosfera sobre o tema em apreço (a que preço!), em que os salpicos atingem o caso Maddie, a vingança Cravinho, o financiamento ao partido, os bodes expiatórios.

Habitualmente anginho, não consigo aqui poisar como anjo de asas caídas, não. Acuso-me mesmo angelicamente enlameado até às pontas das asas (se as tivesse).


Publicado por: zeka às janeiro 25, 2009 12:44 AM

Ao reparar no anginho que aqui deixo... é isso, não o retiro (porque não existe): problema existencial (fica).

Publicado por: zeka às janeiro 25, 2009 12:56 AM

Zé - o seu «anginho» ficará. Desenrugado. Com as pontas das asas que não tem, felizmente!, imaculadas.

Publicado por: Teresa C. às janeiro 25, 2009 10:21 AM

muito sensibilizada e agradecida
perdoe que só agora, mas têm sido dias muito repletos
abraço e obrigada

Publicado por: Maria de Fátima às janeiro 27, 2009 10:48 PM

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