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janeiro 22, 2009

FARISEUS E PUBLICANOS

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Arthur Braginsky

Sócrates chamou fariseus àqueles que, enquanto poder, eram entusiastas do TGV e, agora, no lado minoritário da Assembleia, o classificam de projecto megalómano e desorientado. Não lhe nego parcela de razão ao associá-los a tacanhez ou a vendidos a interesses outros independentes do bem comum. Polémico, mas possível.

Odeio o termo fariseus. Influência catequética da infância, não duvido. Eram descritos como fanáticos e hipócritas. Manhosos, enfim. Na altura, pela oposição ao Cristianismo. A tradição católica, associou fariseus e publicanos (Lucas 18:9-14). Os primeiros, orgulhosos. Certos da majestosa impressão causada nos outros. No templo, “oravam de si para si mesmos”, por tudo reclamando rendição alheia às virtudes próprias. O publicano, colector de impostos, manifestava humildade. Cabeça baixa, apenas solicitava ao Deus compreensão pelas falhas de nobreza em que incorria. Contam as Escrituras (Mateus 23:12) que o Deus dispensou a recitação ufana do fariseu. Que ao publicano, ouviu.

Milhares de anos após, os publicanos que da humildade e utopia fazem estar, são tidos por ingénuos, desadequados ao real que os envolve. Os fariseus estão em alta. Na bolsa da vida actual, quem parece ganha.

CAFÉ DA MANHÃ
Madalena Palma
Rui Pelejão

Publicado por Teresa C. às janeiro 22, 2009 10:23 PM

Comentários

Mas também parece que foi atingido o limite... e a contagem já passou a decrescente.

Será a expulsão do templo?

As bolsas farisaicamente prenhas estão a abortar prejuízos ruinosos e perjúrios infamantes: nada será como dantes?

Que o Povo, feito Deus, dispense os "sepulcros caiados de branco" e puxe pelos coveiros da (des)graça.


Publicado por: zeka às janeiro 26, 2009 01:43 AM

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