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janeiro 19, 2009
NO PORTO, SALVOU-SE O "ALEIXO"

Fabio Hurtado
O alumínio embalava um pseudo-sono desacomododado havia duas horas, quando parou fora de sítio. Na inusitada Pampilhosa, foi inquirido o revisor. Explicou que um desafortunado, colhido entre linhas, pela morte interrompera as vidas passageiras. Imprevisível a retoma do andamento. Vir o Delegado de Saúde, identificar a vítima e remover o corpo previa demasiada espera. A agenda apitando, qual cacofonia. Porque nas tragédias inevitavelmente se alevantam líderes, o do momento foi eficaz. Que ele e o sócio, pela urgência duma reunião, sairiam do comboio ali mesmo. Que o revisor, no bilhete, por escrito registasse a causa. Saíram quatro. Táxi como remedeio. Pelo conhecimento pessoal e amigo do chefe máximo da CP, o líder garantiu o reembolso dos 120 euros que pagou pela corrida revelada amável devido à simpatia e conversa das companhias. Uma delas sugeriu “acompanhamento psicológico e ser indemnizada pela privação da magnífica imagem das escarpas, das pontes que ladeiam e unem Porto a Gaia.” O “sócio” confessou não utilizar comboios porque, devido à mesma causa fúnebre, num regresso a Lisboa ficara três horas retido em Espinho.(…)"
Publicado por Teresa C. às janeiro 19, 2009 04:07 PM
Comentários
teria tanto gosto
http://intervalos.blogspot.com/2009/01/convite.html
Publicado por: Fátima às janeiro 19, 2009 12:05 PM
Minha querida Fátima - Gosto tenho no convite e no seu gosto. Amanhã darei, por aqui, notícia. Beijinho de parabéns!
Publicado por: Teresa C. às janeiro 19, 2009 04:40 PM
é bom saber que ainda há alguém que é capaz de distinguir o que é essencial do que é tacanho e temente, levando a acreditar que um dia teremos uma rede ferroviária eficiente e ligada ao mundo
outra coisa é discutir a prioridade devida: trazer Vigo ao Porto ou Madrid a Lisboa seria porventura mais urgente que a premência interna da nossa comodidade caseira
mas há quantas décadas, mais de um século, arrastamos vagarosamente uma dose maciça de provincianismo e de apita o comboio
vá, é dizer com todas as letras que faz falta o TGV !!!
e quem não quiser que trate de convencer o País a continuar a encher pneus mais uns séculos
Publicado por: António às janeiro 19, 2009 11:45 PM
Se o Aleixo é o de Campanhã... até que (com)partilho: tiro o chapéu e levanto a taça ;-)
Sinto-me muito bem tratado naquele SAP (Serviço Altamente Pantagruélico)
zé
Publicado por: zeka às janeiro 27, 2009 03:52 AM
Zé - exactamente! Excelência memorável.
Publicado por: Teresa C. às janeiro 28, 2009 10:54 AM