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janeiro 25, 2009

QUANDO DESABA O PEQUENO MUNDO

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Samuel Bak

Teciam louvores a Deus como é próprio do domingo. No anterior a este, cerca de meia centena de pessoas “renasciam em Cristo” na zona sul de S. Paulo. Ruiu o telhado da igreja evangélica que testemunhava clamores dos crentes. As vítimas morreram em Cristo. Os feridos e os ilesos do desabamento terão dito que a fé os salvou. Assim seja! Porventura o mesmo pensou Kaká, fiel devoto, que há três anos ali abençoou o matrimónio.

O casal fundador da “Igreja Renascer em Cristo”, à custa da fé propalada, amealhou grossa maquia. Para a lixiviar, transplantou-a para os Estados Unidos. Como pagar impostos ia contra a respectiva consciência ou um qualquer mandamento, está, faz dois anos, preso em Miami.

Na Catalunha, defrontavam-se duas equipas de basebol infantil. Uivando a tempestade, alguns procuraram abrigo no pavilhão gimnodesportivo onde o jogo decorria. Desaba uma parede interior e, com ela, o edifício. Mais mortos e feridos.

Aqui, neste canto nosso, incêndios domésticos comem vidas durante sonos que mereciam ser tranquilos.

Aos pessimistas que muito temem e recusam viagens ou sair à noite pelo receio de acidentes que os levem para donde nada é sabido, digo: haja tino! Nem os pequenos mundos que as paredes limitam conferem protecção acrescida. Que a lucidez aceite a precariedade humana, enterre medos e liberte os dias.

“Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be!”

CAFÉ DA MANHÃ
Marta Botelho
João Moreira de Sá

Publicado por Teresa C. às janeiro 25, 2009 11:55 PM

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