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janeiro 28, 2009

UMA MULHER, UM POLÍCIA

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John Falter

Fossem reunidas em livro, e as boutades do último Condottieri encheriam um calhamaço. Para o transportar seria necessário um bobby de cabine ou ampla mochila. Serventia: fazer «pesos» e lembrar as misérias públicas.

“Um polícia por cada italiana bonita” – recente sugestão de Berlusconi. Segundo ele, a única medida capaz de barrar o crescente número de violações a mulheres em Itália. De modo simples, rotula como tarados os concidadãos masculinos. Incapazes, parece, de manterem pendentes os respectivos atributos pudendos. Em presença de fêmea atraente, esteja ou não disponível para receber o que-por-nada-se-alevanta, vão, tirânicos, direitos ao «assunto».

Os homens italianos declararam-se ofendidos. Carimbar-lhes, por atestado público, o estatuto de loucos violentos é loucura maior ainda. Entretanto, as violações sucedem-se. Numa paragem de autocarro, aconteceu a mais recente das comunicadas às autoridades. As mulheres temem. Algumas silenciam a condição de vítimas pela vergonha que acarreta a atávica culpa atribuída à mulher violada – “alguma provocação terá cometido”.

Será que o homenzinho julga prestar um favor às italianas por acreditar piamente que “fardas” seduzem-nas? Neste caso, antes um piloto de aviação ou um marinheiro - as fardas são mais bonitas.

CAFÉ DA MANHÃ
Paula Capaz
António Costa Santos

Publicado por Teresa C. às janeiro 28, 2009 10:34 AM

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