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fevereiro 16, 2009

EM VEZ DE SEXO, UM BACALHOA E PATÊS

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Gennadiy Koufay

(...) Dois aros de látex. Um maior em diâmetro, outro menor. Separados por tubo do mesmo polímero em tamanho king size. Cobertura «nanhenta» anti-sémen, anti-desejo, anti-tesão. Mulher que, desprevenida, o utilize sofre embaraço e humilhação. O invólucro não abre onde era suposto. Os dedos, incapazes de cumprirem a função da abertura fácil, não chegam. Ela vai precisar dizer: “aguenta aí um pouco que sem a tesoura da cozinha ou da caixa de costura nada feito.” E levanta-se, interrompe o bem-bom dos preliminares ferventes, e, bem despida, enfia os chinelos com salto e pompom para romper o plástico envolvente. Enquanto isso, ele terá tempo para esvaziar a dose de “Martin's 20 Anos” ou ir até à sala fumar um cigarro. Repensar, talvez, a agenda da semana.

Para o colocar em su sitio, é preciso treino, paciência e cerrar os olhos ao partenaire. Talvez uma venda, a meia com liga rendada, a écharpe-nada em reserva para o após - o lenço de seda com franjas, amarrado num nó, substitui com vantagem qualquer acessório de provocação continuada. É do jogo sedutor, do tapa-desnuda que o sexo bom se alimenta. Com ou sem amor. Os feirantes dos bons costumes soem prevenir que sem afecto não «funciniuam». (...)

CAFÉ DA MANHÃ
Teresa C.
Mauro Castro

Publicado por Teresa C. às fevereiro 16, 2009 07:19 PM

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