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fevereiro 27, 2009

RODOPIO ESTACIONÁRIO


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Frenesi. Fantasia. Falácias com etiqueta pendurada. Saldos. Sonhos ao desbarato. Amanhã, oficialmente terminados, como soe acontecer nas vidas. Renascidos, qual fénix, assim a conjuntura os enquadre.

Os logistas afirmam terem recomposto balanços de lucros. Proventos inesperados pelos apertos que a crise, e dela o medo, manieta os portugueses. Mas não. Esvaziaram stocks de monos. Setenta por cento a menos desinquieta quem sabe do bolso furado e não chega às novidades de estação. Por isso veste o Outono /Inverno passado no que será futuro e nos frios de Primavera/Verão. Estações trocadas pelo cinto apertado do desemprego, das dificuldades, do haver que definha.

Saldos enterrados, promoções começadas. Movimento em roda que alicia ao gasto de trocos – para mais não dá o pó das sobras da conta bancária e do crédito limitado.

CAFÉ DA MANHÃ
Carlos Amaral Dias

Publicado por Teresa C. às fevereiro 27, 2009 11:24 AM

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