« RODOPIO ESTACIONÁRIO | Entrada | O ELOGIO DA RESERVA »
fevereiro 28, 2009
"SABARBIAN" INAUGURAL

Leight
“- Tens fígado?
- Já o vomitei há muito tempo.
- Tens pâncreas?
- Não. Está em vinha-d’alhos.”
De alhos e de graça e raciocínio e conteúdo que valem além do continente. De um muito que entre paredes de nocturnas soalheiras vem à tona. Quando o «ser» importa, que as normas sejam derrubadas, que o riso, com ou sem aditivos, sobressaia. Que a lógica fique embrulhada quando um homem de ciência explica às Letras, durante minutos em demasia, o fenómeno da difracção sem o ter enunciado antes. E a filósofa naquela do não te entendo mas a tamanho empolgamento deixo omissa a ignorância primeira e substancial. Ele, etílico e (de)fumado, vogando no paraíso da alegria sem freios.
Mais havia. O Pintor que não digeria tanta vibração cromática. Entre a perplexidade e o desgosto. A tela em fundo. As oliveiras esparsas em horizontes multiplicados. Verdes, texturas, ocres, cinzas, o encarnado e verde português. Ela de nariz colado à obra aprendendo e avaliando na subjectividade doutrem a sua. Leituras entrecortadas por profundidades implacáveis ou não fossem Pessoas as gentes.
Do sociólogo viriam questionamentos de quem à esgrima de conceitos – ciência, método ou falta dele – não recua. Serenidade. Olhar denso no pensar interlocutor. Rindo, depois, sem amarfanho. Pelo contexto, pela revelia da razão às tantas dormente na “Sabarbian” inaugural. E na palidez da noite, nos corpos dançando impossíveis de eras distantes, os chamamentos entreteceram melodia sem registos outros que às lembranças não pertençam.
Publicado por Teresa C. às fevereiro 28, 2009 05:31 PM
Comentários
Fenómeno tipicamente ondulatório é aquele que, ao lado da suposta ignorância, permite ao imaginário outro, a tendência de um juízo pouco certo. Feixes divergentes como os da experiência de Young, permitem,não só a verdade de que a luz possui natureza ondulatória, mas também algumas certezas pouco fundadas àcerca dos comprimentos de onda que, algumas letras, alcançam. Parecendo que não :))
Publicado por: Dobra às fevereiro 28, 2009 10:06 PM
há onda, e boa!
e há corpúsculo, em defintivo!!
também muito, muito vazio!!!
Young não apaga a luz...
Publicado por: António às março 1, 2009 02:44 AM
Dobra - parece que não, mas o sim está ao alcance. ;)
António - quando o corpúsculo cai e a noite depois deles, luzes novas se acendem. Young já não está em nenhuma.
Publicado por: Teresa C. às março 1, 2009 06:39 PM