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fevereiro 22, 2009

SAP AO DOMICÍLIO

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Richard Savage

Abeiradas as horas da luz de Edison, corpo melindrado por treino intensivo em máquinas implacáveis, apetece a casa. Qualquer proposta que do fito desvie a intenção e o facto não merece acolhimento favorável. A suavidade do sentimento de pertença ao útero fiel rejeita contrariedades que dele obriguem a galgar eixos e ruas, faróis em guarda, vestimenta e sons indesejados.

Sendo a «mania» conhecida pelos próximos, a recusa é aceite com a naturalidade imposta por sucessivas histórias rematadas com um “não, obrigada.” Teimosa, eu e eles, as sugestões dos desvios persistem e um sim chega inesperado. Consumada a saída do casulo, a larva goza a aventura, respira lugares e espíritos e toma de novo o gosto pelas luzes da cidade. Vez sem muitas vezes contadas.

Quem do outro respeita e partilha idiossincrasias, traz a saída para casa. SAP – Serviço Altamente Pantagruélico aqui lido num comentário – prestável, minucioso e atendido no momento, sobe na caixa metálica. Uma máscara de penas, um enfeite, arrojado «desvestir» e a noite desliza macia. Sem faróis, ruídos, ou corpos ocupados por espíritos insatisfeitos.

CAFÉ DA MANHÃ
Marta Botelho
João Moreira de Sá

Publicado por Teresa C. às fevereiro 22, 2009 02:36 PM

Comentários

vai a montanha...

;->>>

Publicado por: António às fevereiro 23, 2009 09:36 AM

António - e que bem foi! ;)

Publicado por: Teresa C. às fevereiro 26, 2009 11:07 AM

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