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fevereiro 09, 2009

VA.VÁ.DIANDO, FADO E INQUIETAÇÃO

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Manuela Pinheiro

(…) O realizador Lauro António, comunicador de excelência, fomenta vadiagem cultural na forma da tertúlia Vá.Vá.Diando. Actores, escritores, políticos, pintores, músicos e compositores, todos cimeiros no pensar e viver da alma portuguesa que o mundo reflecte, lustram os periódicos encontros à quinta-feira. Ambiente íntimo e acolhedor. Os novatos recebidos com gosto e simpatia. E, terminado o jantar informal, as vozes silenciam e dão lugar à do convidado. O diálogo vem depois. Pelas onze e trinta, porque sexta é dia de afazeres, regressam a casa almas cheias do muito bom e melhor.

A “Tertúlia do Fado e Inquietação” é rio autónomo e afluente do Vá.Vá.Diando. À beira-rio, no Espaço Tejo, as luzes da ponte que margens unem, são estrelas da noite inquieta por fados e fatuns. A canção Coimbrã preserva, traçada a preceito, a negra capa nos ombros. Desculpadas as palmas que substituem o clássico pigarrear na Serenata Monumental. Voz funda e requebrada emerge, intensa, da Patrícia Norton Brandão. Outras, a da Anabela Paixãoentre elas, igualmente perturbadoras. À solta, a fala do Vítor Ramalho desinquietando o pós-pandrial. E das velas dos candelabros que centram as mesas surge luz cúmplice com a interioridade que os olhares denunciam. O Tejo, rio e demanda, como cenário-testemunha. (…)

CAFÉ DA MANHÃ
Teresa C.
Mauro Castro

Publicado por Teresa C. às fevereiro 9, 2009 05:20 PM

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