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março 22, 2009

AEROPORTO INTERNACIONAL E AERÓDROMO

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Andrew Potter e Alain Aslan

A última machadada na concepção sociológica do género em vez do sexo feminino e masculino foi dada pela neuro-psiquiatra, Louann Brizendine ao defender que as características femininas e masculinas estão definidas no cérebro desde o nascimento. “Os rapazes nascem «programados» para serem homens e as raparigas nascem «programadas» para serem mulheres. A testosterona exclui as ligações nos centros de comunicação do cérebro, enquanto o estrogénio aumenta essas conexões, além disso, as regiões do cérebro responsáveis pela linguagem e pela expressão de emoções são maiores nas mulheres.” Conclui que se as mulheres são faladoras, acusação frequente na boca de muitos homens, é a química hormonal a responsável. Nelas circulam substâncias geradas no cérebro lhes dão ao “desabafarem” uma sensação de prazer semelhante ao orgasmo.

No livro «The female brain» prova a diferença entre homens e mulheres em termos de comunicação verbal: “os homens usam 7 mil palavras ao dia, e as mulheres usam 20 mil. As mulheres têm uma «auto-estrada» de várias faixas dedicada a processar emoções, enquanto os homens têm apenas um «caminho».” Também a diferença no pensar sexo é explicado pela autora: “os homens têm um «aeroporto internacional», enquanto as mulheres se limitam a um «aeródromo».”

Quem goste de reflectir sobre as atávicas e mútuas incompreensões entre mulheres e homens tem suspiro de alívio. Afinal, a necessidade deles dispersarem sémen e a tagarelice delas são, em vez de construção social baseadas em preconceitos que a poeira dos tempos traz ao presente, frutos prosaicos das reacções químicas cerebrais.

CAFÉ DA MANHÃ
Marta Botelho
João Moreira de Sá

Publicado por Teresa C. às março 22, 2009 11:05 AM

Comentários

cá p'ra mim a química cerebral explica bem mais do que às vezes queremos fazer crer

mas looonge de explicar tudo e longe bem longe de explicar que o essencial é múltiplo, vário, fugidio, misterioso, místico, metafísico e físico, sensorial, pre-sensorial e do reino da pura fantasia, tende para a plenitude e, oxalá, merece ser vivido inteiramente, à luz, no escuro e na saborosa e tentadora obscuridade que oferece o poder mágico da indagação, um tu e eu em cada tu e em cada eu, um eu outro em cada outro eu e o que mais importa descobrir

ah... venha de lá essa química, também, então...

;->>>

Publicado por: António às março 22, 2009 02:31 PM

António - as químicas, que não a Química, vão e vêm ao sabor dos dias. Que explique o possível. Que não solucione o impossível ou o tédio e a arrogância de tudo ser exercício lógico e experimental arruinaria o fantástico de ser pessoa.

Publicado por: Teresa C. às março 23, 2009 08:48 PM

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