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março 25, 2009
ANDA QUIETO O SOL

Bruno Di Maio
O Sol anda quieto. Superfície limpa como há muito não era vista pelos astrónomos que observam sem detença a estrela mais próxima. Enganadora, parece ultrapassar em brilho e tamanho Sírius, a mais brilhante do céu nocturno. Poderosa, sustenta a vida na Terra, conserva as órbitas de uma dúzia de planetas, quatro deles anões, de satélites, asteróides e cometas. Pedagógica, desvenda o conhecimento de outras estrelas que, pela distância, vemos como pintas de luz
A fotosfera solar, agora tão serena, contraria a aparência comum de líquido fervente repleto de bolhas, na verdade grânulos com meio milhão de quilómetros de diâmetro. Os ciclos de humores atmosféricos reflectem a tradição oral que dá por certa bonança depois de tempestade, esta posterior à acalmia precedente. Venha aí tempestade solar, e as rajadas de vento da estrela podem alterar o equilíbrio dos campos terrestres, afundar a energia eléctrica, ensandecer o clima, os satélites de comunicações e, por via deles, os instrumentos de navegação.
Não bastava a crise maior das crises e a depressão geral, tinha a provada quietude do Sol de acrescer tormenta aos espíritos! Anima a certeza da maldade das borrascas ser o antes da luminosa beleza das auroras boreais e austrais. No Sol, na Terra, nas desordens humanas.
Publicado por Teresa C. às março 25, 2009 11:13 AM