« ROSÁRIO DAS VIDAS NEGRAS | Entrada | SIM OU NÃO, TANTO FAZ! »

março 12, 2009

FOLHA DE COCA NA MÃO

play_possum.jpg
Autor que não foi possível identificar

O preço das drogas ditas ilícitas está em baixa. O consumo aumenta. É passado 2008 e desmoronou-se a promessa de dele ser marco de um mundo limpo de subserviências escusadas. O comércio de heroína e coca cresceu mais do que o do petróleo. As dependências com ele.

O actual clima de repressão faliu nos objectivos. A guerra conta a droga, uma de muitas que no planeta fervem, limitou-se a aumentar a conflitualidade violenta entre cidadãos e povos. Ausência de qualquer promissor fruto à vista. As campanhas preventivas revelaram-se incapazes de lavar vícios e curiosidades. Comprar menos ou mais depende do dinheiro no bolso - abundam produtores, fornecedores e armazenistas. Não tarda, os mercados internacionais trocarão a batuta dos barris de referência por sacos de matéria-prima ou transformada que satisfaça a precisão de milhões.

Em Viena, cinquenta países estão reunidos para busca utópica: mundo limpo de drogas. Como se as farmácias não dispusessem nas prateleiras de outras a garantirem alienação, seja pela anestesia ou pela fervura cerebral! Pela primeira vez, "Evo Morales, folha de coca na mão," pode lograr o antes inimaginável: diálogo sério sobre a liberalização do comércio das drogas outras. Perdida está a guerra que não isentou as gentes comuns da condição de vítimas de crimes cometidos à conta do malvado negócio.

CAFÉ DA MANHÃ
Madalena Palma
Rui Pelejão

Publicado por Teresa C. às março 12, 2009 12:18 PM

Comentários

Publicado por: zpdiol às outubro 22, 2009 10:56 AM

Comente




Recordar-me?