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abril 27, 2009
PORQUINHOS-DA-ÍNDIA
Barndog
Uma vez por outra, mulher cai se, mais do que o escrito, o visto sugere diferença que apetece. Na prova, o desempenho é próprio dos porquinhos-da-índia. Soltam «cuís» esganiçados, estrebucham e, pouco tendo aproveitado da mulher, resolvem a questão sozinhos. Pela estreia infeliz, alegam cansaço, dia terrível, jet lag.
Enfiam as peúgas pelo joelho, as griffes interiores e de fora. Esmeram-se no beijo-despedida. Ao volante do BM, teclam sms’s: “Beijo tesão bom”. A mulher responde:
_ Coitado! Sobreviveste?(...)
Publicado por Teresa C. às abril 27, 2009 05:10 PM
Comentários
Só veneno. Faltou o açúcar. Que nunca chegará por SMS. Aqui há lugar ao vêem e ao vêm. Tudo rápido qb. Chat ice. Coit ado. Inter rompido. Mas ao enfiá-las pelo joelho, sobrevivendo, serão alentejanos? Grif fem se! Fora! Cult i vem se!
Bxx Mxxxx
Publicado por: zeka às abril 27, 2009 11:03 PM
Healthy, Well & Wise
Smart Sex: 10 Reasons to Take It Slow
You've met your possible Mr. Right, and all you want to do is take it to the next level. But look before you leap into bed. Here are 10 very good reasons not to knock boots with him. Plus, take our quiz to find out if you're in love or lust...
Publicado por: zeka às abril 29, 2009 12:23 AM
Para mais azar, os cientistas foram descobrir que a Via Láctea tem aroma doce... mas venenoso: uma espécie de gelado de framboesa retocado com cianeto. Acaba tudo em poeira cósmica!
Publicado por: zeka às abril 29, 2009 03:31 AM
ZeKa - imperdoável erro aquele que cometi e assinalou! Corei e emendei. Houve veneno na crónica e foi esquecido o adoçante. Deliberadamente. O transcrito da conversa que ouvi interpelou-me com brutalidade. Para aquela mulher, quanta humilhação, quanto desejo por cumprir, quanta indiferença sentida anos e anos a fio! Porém, cometi outro imperdoável: não aprofundei os sentimentos e factos como era devido.
Essa da Via Láctea ter aroma doce, não sabia. Onde posso, sobre o tema, recolher mais informação?
Publicado por: Teresa C. às abril 29, 2009 11:38 AM
Não merecemos tamanha humildade!
A alma é grande e os pequenos desencontros podem regenerar-se.
A reclamada doçura seguiu por outra via ;-)
Publicado por: zeka às abril 30, 2009 02:55 AM
por alguma razão, o comentário abaixo não foi publicado no PNET M; à teima voltei a inseri-lo...
e já agora fica também aqui, até porque adorei a bela crónica (na versão completa, no PNET) e além do mais:
- fico na dúvida sobre emendas... que emendas?
- é lá caso de corar? mas também não tem mal nenhum, corar é só corar, nada mais!
- aprofundamentos são sempre bem vindos, de factos e sentimentos ainda mais!! mas quer-me parecer que a versão completa da crónica está certa, a escassez de dados resulta bem do espontâneo na origem da crónica e o passo largo entre as diferentes conversas dá espaço aos leitores para o preenchimento ou mera reflexão, há um mínimo de factos e sentimentos nas histórias que perfazem a crónica, o suficiente para permitir e apelar ao sentido crítico e a chegar à conclusão (pelo menos - e entre outras) que agora vem de bandeja e que além de humilhação, desejo e indiferença tem também muito de passividade, prisão e auto-complacência, desde logo pela omnipresença de um estigma que aprisiona(va) as mulheres do mesmo passo que lhes assegurava um lugar e um papel, a que era (é?) difícil fugir, pois que é igualmente certo que o que segura também prende!!!
27 DE ABRIL
finalmentes (porquinhos-da-Índia)
pois que o texto no PNET difere substancialmente da súmula no Inveja!
o contexto é bem diverso e a história, outra!!
o respigado parece pueril, mais rica e interessante a versão mais completa, até pela possibilidade de idealização de situação concreta, experimentada e enfim verbalizada, o que é forma de ser libertada, atributo maior da partilha!!!
quanto ao tema, infere-se que os finalmentes afinal são tão relevantes como os preliminares, uns e outros têm toda a importância, porventura mais que os entrementes...
num caso e noutro, ou sempre, sobressai a equação que importa: a consciência do decisivo da relação, da dignidade que a intimidade exige, da gratificação e realização do outro como condição sine qua non da poesia e da transcendência sem o que é apenas (aí vai expressão escaquística) empurrar plástico
e é a partir dessa acção consciente, próxima e atenta (atenciosa) que se exponenciam as possibilidades de experimentar a genuína sensibilidade, de alcançar a expressão afectiva, de perspectivar a construção do amor
de contrário, é encher pneus :<
e voltamos à mesma - a chave é o amor, mesmo não dito, mas procurado, sentido e vivido
pode ser?
;)))
in PNET Mulher
Publicada por argumentonio em 17:39
Publicado por: António às maio 1, 2009 01:39 AM
António: que bom ter entendido as motivações profundas e emotivas da crónica! Nos temas que me tocam profundamente por envolverem sofrimentos infligidos ociosamente, raramente o escrito me satisfaz. Fico sempre aquém do considerado, por mim, desejável.
Àquela mulher pouco, ao tempo, era possível fazer. A pressão social e familiar condicionavam a opção divórcio, ou o simples afastamento da conjugalidade mentira. Prisões que, formalmente, já lá vão.
Nota: o comentário não foi aprovado por culpa minha. Estava escondido, tão escondido que não dei por ele. Não volta a acontecer.
Publicado por: Teresa C. às maio 3, 2009 10:00 AM