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abril 20, 2009

A PRODUTIVIDADE DAS SONECAS

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Boris Valejo

Se tudo correr bem, um dia de nojo por falecimento do bicho de estimação será direito consagrado na forma de lei. Antes, vinte minutos de soneca remunerada. Cobaias: trabalhadores de turnos nas áreas da Saúde e Assistência Social a norte da Dinamarca. Objectivo da experimentação: motivar para que a produtividade aumente. Quase duas mil empresas adoptaram, voluntariamente, o método. Resultados: menos enganos, fadiga, acidentes de trabalho e ao volante, faltas por doença e aumento de rentabilidade.

A flexisegurança dinamarquesa, astuta, muito além da portuguesa. Dá uma sesta e recolhe euros. Se «passar pelas brasas» vinte minutos recupera uma hora de sono nocturno, o lufa-lufa português merece idêntico benefício. Acordamos de madrugada, corremos por obrigação. À noitinha, a televisão antecede a pílula para dormir . Não é terminado o efeito, já o despertador rezinga. Por tudo, andamos, somos?, molengões . Calores dentro e fora de tempo, tanto mar por fronteira, o Mediterrâneo perto, rogam sono. Depois, há a contaminação dos hermanos chegada por terra. Fecham as portas, o pós-pandrial decorre lento, batem uma soneca e regressam à circulação finos como alhos. Nós fadamos, eles dançam sevilhanas.

CAFÉ DA MANHÃ
Teresa C.
Mauro Castro

Publicado por Teresa C. às abril 20, 2009 09:58 PM

Comentários

deume vomitos, faz lembrar us braganças, ou Viledas ou Carmos ou l´´a o que é

Publicado por: ,jyyyjtfgjy às abril 20, 2009 11:32 PM

sim, a prândia tem que se lhe diga e lá pelos nortes andam perdidos de sono ou seja pelo aquecimento global ou pelas sementes que de cá levaram ém ávidos ventres de Verão agora copiam a preguiça ibérica e temos que lhes dar razão!

durmam, pois !!

ao fim e ao cabo ainda acordam bem dispostos!!!

;->>>

Publicado por: António às abril 21, 2009 02:52 AM

jyyyjtfgjy - tanta consoante para prosa tão curta jamais vi!

Publicado por: Teresa C. às abril 23, 2009 06:17 PM

António - e eu, que nem sou dada a sestas ou sonecas ou passar pelas brasas, reconheço-lhes a falta quando chego ao final do dia mais adormecida do que viva.

Publicado por: Teresa C. às abril 23, 2009 06:18 PM

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