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abril 29, 2009

FÓSFORO NA LÂMPADA

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Autor que não foi possível identificar

A sequência dos dias é “do caraças”! E fogem do termo/gíria máscaras de papelão, alter egos, personalidades outras de uma mesma pessoa. É da evolução do ser o tratado. Diz hoje o que não diria ontem, ainda que à coerência faça corte sem que dela receba a benesse de agulha magnética apontando o Norte.

Os viciados na transparência perante aqueles que prezam além do dizível descuram o senso comum, algumas vezes bom. Engasgam, dilaceram a consciência e a imagem reversa que devia ser escorreita. Com largas passadas desafiam o horizonte. Talvez abismo. Talvez vida comumente feliz. E se assusta a vida dos simples! Cinza quase sempre. Arco-íris raro. Auroras boreais nunca verdades. Sol da meia-noite quando dele seja a vontade terrestre.

Pessoa arredada do «alegre contentinho» quer sempre mais. Em primeiro lugar, de si próprio, em lugar secundário teres e haveres. Admite erros. E porque não desiste de ir além, exclui mentiras piedosas à lâmpada consciente que, a cada dia, ilumina opções.

CAFÉ DA MANHÃ
Paula Capaz
António Costa Santos

Publicado por Teresa C. às abril 29, 2009 10:21 AM

Comentários

Fez-me lembrar o Arquipélago da Insónia do Lobo Antunes
www.youtube.com/watch?v=cM5bSKc3Wuc

O toque trágico está naquele fósforo, se virmos nele a tal sequência, a tal coerência, a tal agulha, o abismo, o Sol da noite.

Mas ainda estamos em Primavera e a crise será sublimadora.

Publicado por: zeka às abril 29, 2009 10:58 PM

Zeka - O toque trágico está em transformar a lâmpada num fóforo. E disto nenhum de nós está livre, mesmo quando a exigência e os ideais comandam a vida.

Publicado por: Teresa C. às abril 30, 2009 02:48 PM

Mas os fósforos consomem-se... pouco duram.
Sobram os que da lei da morte se libertam.
Que também não lhes invejo a mesma sorte.
A vida sim deveria ser ela a mais forte.

Publicado por: zeka às maio 1, 2009 11:39 AM

Zeka - Belíssimo!

Publicado por: Teresa C. às maio 3, 2009 09:49 AM

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