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maio 15, 2009
GOZAR A VIOLAÇÃO

Alain Aslan
_ “Já passámos por dois quilos da crise.”
_ “Estamos no começo da segunda parte da crise.”
_ “O pior ainda está para vir.”
Frases proféticas numa conversa sobre economia que reuniu macro saberes internacionais. Um deles, Nobel. E mulher, que nada perceba de números económicos e financeiros, dá por si contentinha ao ouvir que a inflação é negativa pelo segundo mês consecutivo em Portugal. Diminuídos os preços do peixe, carne e leite. Ligeiramente aumentado o do pão. Bens essenciais que sustentam o povo. Deflação? Vista curta exclamaria:
_ Pela poupança, bem-vinda!
A Playboy arrefece - milhões de euros em prejuízos. E quando ver mulheres em pelota não aquece ânimos para comprarem fonte estética e de prazeres solitários, a coisa dita «crise» é muito feia. Pior do que parece. Despir intimidades não rende, as reformas estão em falência, os preços descem a índice negativo. Às vítimas de sempre, gozar a queda parece solução. Lembra conselho antigo de obstetra bem-humorada:
_ Se fores violada não te mexas - sais ferida e amolgada. Tenta gozar a violação.
Publicado por Teresa C. às maio 15, 2009 11:13 AM
Comentários
Mal empregadas as que caem no chão (migalhas).
Se não os puderes vencer... junta-te a eles (inimigos).
Há males que vêm para o bem (conversão).
Charles Wagner: "As mãos que nos ferem, os cães que nos mordem, as doenças que nos roem, os fardos que nos esmagam são forçados a se tornarem nossos auxiliares".
Publicado por: zeka às maio 16, 2009 01:19 AM
Zeka -
"Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez!"
"Toda a partícula que voa encontra sempre um olho."
"Hoje é o amanhã que tanto nos preocupava ontem."
Publicado por: Teresa C. às maio 16, 2009 10:58 AM
Cara Té,
Três-zero (ainda estou vivo?)
Na 1ª, já tropecei!
Na 2ª, quantas vezes...
Na 3ª, (quase) todos os dias.
Não à crise: A Felicidade Pertence aos que se Bastam a si Próprios (Arthur Schopenhauer)
Publicado por: zeka às maio 16, 2009 11:35 AM
sem possibilidade de superação, resta a via da flor que perfuma a mão que a esmaga ;->>>
Publicado por: António às maio 16, 2009 11:57 AM
Zeka - Não contabilizemos balizas cheias.
Aqui vai: "Ao vivo tudo falta, e ao morto tudo sobra. — Morienti cuncta supersunt."
António - porque com uma flor podem ser derrotados batalhões não pensantes, aceito reticente por não entender o sentido último do comentário.
Publicado por: Teresa C. às maio 16, 2009 05:05 PM
mil desculpas: se há sentido é o da leitura directa - há uma reserva de generosidade que alimenta os bons sentimentos e as pessoas de bem; solidariedade, compreensão e bom senso, mesmo perante e para além do humor negro!
Publicado por: António às maio 17, 2009 02:33 AM
Teresa,
Se fossem balizas cheias... seria três-três ;-)
'A flor que perfuma a mão que a esmaga' é uma via de superação poética: retribuir ódio com amor e em silêncio?
Publicado por: zeka às maio 17, 2009 03:58 AM
silêncio audível através de sentidos demais ;->>>
Publicado por: António às maio 17, 2009 11:22 PM
Zeka - entendi bem. Obrigada.
António - a mania do rigor na interpretação é vício com origem outra. Obrigada.
Publicado por: Teresa C. às maio 18, 2009 02:03 PM
Alguém viu o filme "O senhor dos anéis 2"?
Recordam-se do Rei, cercado e desesperado, quando se interroga "How did we come to this?"
Publicado por: ejsantos às maio 25, 2009 11:07 PM
Ejasantos - vi o filme! A frase?
_ Banalidade inevitável e costumada.
Obrigada pelas intervenções.
Publicado por: Teresa C. às maio 26, 2009 01:09 PM
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Publicado por: ldwebqpxvfc às outubro 22, 2009 10:58 AM