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maio 28, 2009
NÃO ME DEMITO… ATÉ VER!

Alex Rossart
Prefiro amores a ódios. Dos últimos, alojo poucos. Enumero-os: odeio pré-conceitos, atoardas, bufos, julgamentos no pelourinho que existe em cada um de nós, vendettas. Cegas, sempre. Ah!... E a estupidez ou a leviandade que assina de cruz os mencionados. Confrange-me a iliteracia dos registos gravados com ácido na pessoa metálica. Ligas pobres e metais como base da matriz pessoal: cobre, zinco ou latão. A tinta (polimento?, urbanidade?) sobreposta preserva o desancar no «ouvi dizer».
Demissões a pedido, rejeito. Serem públicos os cargos não modifica o meu parecer. Os próprios devem, no momento exacto, entender que estando em causa a dignidade pessoal e não dispondo de provas absolutas e contrárias a acusações, renunciar a um cargo é lei moral.
Surpreende-me que somente ontem Dias Loureiro, após as declarações de Oliveira e Costa, João Lobo Antunes e António Capucho, tenha decidido resignar de Conselheiro de Estado. Semelhante com Lopes da Mota no Colégio do Eurojust.
Não bastam protestos de inocência, seja na gestão da coisa pública ou privada. Que os factos sejam provados e alijadas suspeitas. Que o dignitário se coloque à disposição da justiça e da completa averiguação dos factos. Sem macular o ser que é, a função e o país.
Publicado por Teresa C. às maio 28, 2009 06:29 PM
Comentários
Eu nem sequer entendo o que levou DL ao cargo nem porque o PR abona tanto a seu favor.
Agora já começo a entender (melhor) a espontaneidade com que o PR expôs as suas 'contas' em público quando surgiu o caso BPN.
Anda tanta coisa a ser contada e recontada que isto mostra bem sermos ainda uma santa terrinha de contos, onde cada um vai contando e acrescentando, ou seja, retirando. Vou-me retirar.
Publicado por: zeka às maio 28, 2009 09:42 AM
Zeka - e cada um retira proventos dos contos e recontos. Ilações nãao me abstenho de retirar. Como a que citou. Mas não seja por isso que se retire em retiro ou daqui.
Publicado por: Teresa C. às maio 28, 2009 10:50 AM
Cara Té,
Daqui, 'jamais' (j'aimais pas), com muito mais sustentabilidade que o da margem sul ;-)
O retiro será tiro reiterado, à procura de melhor oportunidade para derrubar os monstros que nos turbam o horizonte :-(
Uma vez, bem distante, a musa retirou-se em mim, por certo bem desanimante, dizendo algo assim:
Que importa que a Marina ronque
e que o Kant conte...
Só sei que não há jardim!
...
..
.
Há que jardinar ;-)
Publicado por: zeka às maio 28, 2009 05:08 PM
É bom retirar. Cheguei ao segredo. Quem quer tacar de mestre, tem que arranjar taco à medida:
"Mandou fazer um taco de golfe no Japão e tem a mania que é o melhor taco do mundo." "É encantador, culto e charmoso, mas tem um ego monumental". Já Cavaco Silva "tem admiração intelectual e acha que ele pensa bem estratégia política".
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=370176
Claro que alguém de elevada esperteza havia de tirar partido (passado um tempão) da espingarda portuguesa ensinada (em si, nada?) ao Japão :-)
Cada tacada... um milhão (milho graúdo, negócio chorudo). Sai da vila. Fica vilão.
Publicado por: zeka às maio 28, 2009 09:37 PM
que outras não houvesse - e há! - sempre importaria realçar que entre Loureiro e Lopes há uma colossal diferença da caução cavacal, que se retira encarvoado de mais uma triste foturquesia
:(
Publicado por: António às maio 29, 2009 08:37 AM
Zeka - jardinemos então. Conte comigo!
Fui espreitar e fiz copy. Tinha-me passado ao lado. Desta vez registei a fonte. Obrigada.
António - "caução cavacal" , "encarvoado" e "foturquesia". Vou copiar.
Publicado por: Teresa C. às maio 29, 2009 02:58 PM