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maio 31, 2009
TAPETE VOADOR

Vasnetsov
Flutuar por cima dos demais. Do alto ver o invisível para quem, no chão, está submetido a horizonte limitado. Pela distância, em altura, sendo impossível a temporal no instante em que a «coisa é», abranger os detalhes conjuntos que a integram. Voar num tapete e ir daqui para além quando o desconforto implora _ “Tirem-me deste lugar!” Quando o respeito devido aos outros desaconselha atitudes dramáticas, apropriadas nos palcos e no cinema. Por vezes, indispensáveis.
Muitos alimentam o mesmo sonho. Está garantido subir na vertical, com pressa e facilidade, sem utilizar «helis» ou aviões. Israel desenvolve um veículo voador. Como um helicóptero, despega-se do chão e voa a 250 Km/h, a cerca de 4 mil metros de altura. Objectivo: auxiliar resgastes e salvar pessoas num prédio em chamas. Na «rede», é possível encomendar um carro voador made in USA _ depositados cerca de cinquenta mil dólares, 5% do carro fica pago. Tem asas retrácteis e apenas exige carta de condução. Uma lambreta dos ares em forma de disco voador tem venda prevista a curto prazo. Galga o trânsito e o clássico “passa por cima!”, comum ao volante, tem, finalmente, significado.
Dos discos e das lambretas e dos carros voadores, está excluída a magia das “Mil e Uma Noites”. Alegra-se o sonho quando na "Physical Review of Letters" é lido: " O processo de flutuação do objecto é criado a partir de um movimento ondulatório que cria uma pressão contra uma superfície horizontal, como o chão, por exemplo. A pressão criada no vácuo entre o objecto e o chão equilibra o peso e o tapete flutua.” Acrescenta: “o objecto vibraria demais e o voo seria desconfortável.” A versão tapete/transporte público para dez pessoas pode, teoricamente, ser produzida com materiais ultra-leves.
Ficando por resolver as vibrações do tapete voador, adio o «tirem-me daqui! sem me mexer» para o mágico, mítico e virtual.
Publicado por Teresa C. às maio 31, 2009 12:53 PM