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maio 22, 2009
UM ÓBITO E UM (RE)NASCER
Por cada má notícia, uma boa. Indispensável: procurar o que de melhor a realidade serve e ver o copo meio cheio.
Morreu João Bénard da Costa, o actor Duarte de Almeida em filmes de Manoel de Oliveira e João César Monteiro. “O Passado e o Presente”, “Vã Glória de Mandar» e «Amor de Perdição» tiveram como realizador o primeiro e «Recordações da Casa Amarela» o segundo. Fica a memória do homem da cultura. Do actor que emprestava sainete aos raros desempenhos. Até ontem, director da Cinemateca.
O ânimo vem de Portugal ser, a nível tecnológico, o país mais competitivo do Sul da Europa. Uma universidade suíça foi autora do ranking. Ultrapassámos Espanha, Itália e Grécia. Na União Europeia, a prestação nacional é equivalente à da Suécia e da Alemanha. Razões: a qualificação dos serviços e dos respectivos trabalhadores, bem como os avanços tecnológicos assinados e/ou implementados em Portugal.
Se ontem voltaram protestos dos polícias à rua, se enchemos a boca com lamúrias e “mais ou menos”, se a débil estima por quem somos nos caracteriza, apetece dizer
_ Ponham os olhos nos espanhóis, senhores! Escondem as misérias privadas e vangloriam virtudes públicas. Hipócritas? Talvez forma outra de preservar a coesão nacional.
"O passado e o presente" (1971) de Manoel de Oliveira, filme onde João Bénard da Costa teve participação mais prolongada.
Publicado por Teresa C. às maio 22, 2009 09:52 PM
Comentários
honra a quem tempera uma perda com as homenagens merecidas e com o alento de notícias positivas!
honra também a João Bénard da Costa, pela paixão que dedicava ao cinema, às artes e à construção do (bom) gosto mas sobretudo pelo conhecimento que transpirava e fazia questão de transmitir
nesta dimensão, releva a capacidade de escrever: assinou as melhores crónicas que alguma vez li, sumarentas de pedagogia, técnica narrativa admirável e um prodígio na arte de bem contar a história e as histórias do cinema e da pintura
mas também de temas religiosos, da mitologia e autobiográficos, sempre envolvendo um contexto interessantíssimo das viagens, dos locais, do ambiente familiar e da sociedade coeva do seu crescimento e exercício das suas militâncias, cinéfila incluída e na primeira linha
tal como reclamava para o seu cinema, também a sua escrita era uma poderosa arma contra a morte - ou pelo menos na sua vertente implacável que é o esquecimento
com a bandeira a meia haste, vida longa à Cinemateca Portuguesa e a quem a lembrar, sempre !!!
Publicado por: António às maio 23, 2009 03:07 AM
os Suiços são umas raposas irónicas: dividir para reinar.
Na suiça fabricam-se as máquinas que equipam a Quimonda e robots militares que equiparão os americanos no futuro.
Publicado por: Yuryi Drozny às maio 23, 2009 09:07 PM
António - honra a quem fica e guarda memórias daqueles que honraram a vida pela elevação que a ser humano souberam dar.
Yuri Drozny - Folgo em saber!
Publicado por: Teresa C. às maio 24, 2009 11:04 AM
As raposas irónicas fazem lembrar La Fontaine ;-)
Os suiços são mais conhecidos por multiplicar e por somar e seguir. O dividir faz pensar em dividendos. Consta que não são dados a reinar ;-)
Publicado por: zeka às maio 25, 2009 12:22 AM
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Publicado por: xjbdtsbqt às outubro 22, 2009 10:49 AM
