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junho 05, 2009
DO MULHERIO E DE TIAN’ANMEN, O REGISTO

Steve Hanks
Fala do mulherio com ternura e sentimento de pertença. Não considera pejorativo o termo. Ao utilizá-lo significa grémio. Associação que o género, mais do que o sexo, determina. Interesses corporativos dispersos. Patronais fora de questão.
Mulherzinha é coisa outra. Pessoazinha. Refere o lado menor que cada humano tem. Que ela possui. Irrompe quando a racionalidade baixa a cancela e o comboio da emotividade avança sem apitar. Comete disparates. Pior: deles tem consciência e nubla o sentido crítico. Por tudo gosta de si, ainda mais por não ser pedregulho granítico, mas vulnerável e igual às outras mulheres. Às outras pessoas. Aprende com os erros. Dá a mão à palmatória. É leoa quando julga assistir-lhe razão, seja lá o que isso for para os demais. Decisiva para ela. Retrato incompleto da Teresa C. Que a poucos interessa, mas lhe importa por pensar também publicamente.
Ontem, no balanço do dia como reza que a si própria deve, pensou:
_ O mundo só acontece se for notícia.
Lembrou o 4 de Junho de 1989 na Praça da Paz Celestial. Tian’anmen nome de sítio e de protesto de intelectuais e trabalhadores revoltados com o regime corrupto e repressivo chinês. Até hoje, por saber a identidade e o paradeiro do jovem "rebelde desconhecido". Eleito pela Time como uma das personalidades mais influentes do século passado.
Genocídio arménio, cambojano, no Ruanda. Conflito em Darfur. A demografia dos povos indígenas das Américas, o massacre de Nanquim, a marcha dos tibetanos. Épocas/dores. Não havendo registos, aqueles mundos seriam nadas. Arquivados por falta de provas. Como a conivência portuguesa com o transporte de prisioneiros para Guantánamo. Sem filme e repórter não existiu.
Publicado por Teresa C. às junho 5, 2009 11:14 PM