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<title>Sem Pénis, Nem Inveja</title>
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<tagline>Veneno... com açúcar!</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2008, Teresa C.</copyright>
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<title>A CASA E OS ESPÍRITOS</title>
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<summary type="text/plain"> Kimberly Há coleccionadores de selos. Numismáticos obsessivos. Criteriosos ajuntadores de louças, móveis, vidros, de jóias, roupas, vinhos e adereços vintage. Entendo: cada objecto enlaça memórias ou fantasias historiadas que ao possuidor encantam. Um selo do Estado Novo representando um...</summary>
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<name>Teresa C.</name>

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<![CDATA[<p><img alt="kimberly applegate window+of+wisdom.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/kimberly applegate window+of+wisdom.jpg" width="410" height="410" /><br />
<i> Kimberly </i></p>

<p>Há coleccionadores de selos. Numismáticos obsessivos. Criteriosos ajuntadores de louças, móveis, vidros, de jóias, roupas, vinhos e adereços <i> vintage. </i> Entendo: cada objecto enlaça memórias ou fantasias historiadas que ao possuidor encantam. Um selo do Estado Novo representando um traje, cena rural ou figura respeitável, quiçá venerada à época, é documento que transcende a época e o contexto. Seduz pela estória da posse, seja herança de familiar cujo percurso terreno foi particularmente aventureiro ou por razão outra, especial - ter constituído empreitada caprichosa garante cativeiro nos misteriosos ficheiros cerebrais. </p>

<p>Não constando da minha matriz a tendência coleccionadora, restrinjo objectos nos espaços que sei meus. Em Lisboa, é fácil – há muito enfiei num camião móveis, linhos, pratas, rendas, loiças preciosas(?) e cristais. Repousam, bem tratados, no sótão da casa beirã. No apartamento sem vista para o rio, há minimalismo que somente as paredes contrariam. Disputam-nas obras, algumas ocultas, que são parte do ser que transporto. Acrescento-as. Terem chegado por último, em nada as diminui. São estórias novas que decorrem de horizontes a cada passo descobertos. Por isso tão decisivas no meu percurso como as anteriores que olham de soslaio, pressinto, as recém-chegadas. E eu feliz, espreitando-lhes os diálogos mudos. As boas-vindas desconfiadas. O encolher dos esticadores - fossem humanas e o mesmo fariam com os ombros. Mas acabam por se entender. Dormem na minha ausência. Mal chego, retomam a forma e lambem as cores. Somente comigo tagarelam Ouço-lhes os recontos. Escutam os meus. </p>

<p>Na casa da Beira sou mais tolerante com os objectos. Ilumina a caixa de rapé do bisavô, que conheci, a luz do candeeiro sob a qual compunha músicas o avô. Vigiam as refeições retratos em tamanho impressivo da bisavó cujo nome herdei, da trisavó apertada no corpete com folhos, o do marido que espatifou o que pôde e, ainda assim, sorri acima da barba negra, tão <i> dandy </i> como o laço de pintas debruado a cetim. Porque de alguns conheci feitios e manias, de outros sei de cor arrojos e algumas, poucas, vergonhas sussurradas entre as paredes de granito, respeito-lhes os haveres passados de filhos em filhos. E filha sou. É ido o tempo de neta aninhada no colo dos avós. Hoje, preservo e limpo e acarinho as memórias em objectos. Minimalismo, na casa dos espíritos queridos, seria ultraje. Por isso assisto a Vitória na sabonária anual. No fim, resplandecem rostos e coisas. Entram risos novos. A casa e os espíritos riem com eles. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<center> <b>A ler: <a href="http://www.pnetmulher.pt/">Madalena Palma</a> </b> e <a href="http://www.pnethomem.pt/">Rui Pelejão</a> </b>]]>

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<title>O CÉREBRO QUE A GRUTA COMANDA</title>
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<modified>2008-07-23T08:47:04Z</modified>
<issued>2008-07-23T08:35:03Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Terry Rodgers Os cabeleireiros ditos “unissexo” - termo impreciso por serem os homens intrusos e as mulheres rainhas – têm vantagens: revistas masculinas à mão. Numa delas, datada de Maio, cronista que parecia competente declarava fácil distinguir mulherengo eficaz...</summary>
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<name>Teresa C.</name>

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<![CDATA[<p><img alt="T R 3.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/T R 3.jpg" width="380" height="449" /><br />
<i> Terry Rodgers </i></p>

<p>Os cabeleireiros ditos “unissexo”  - termo impreciso por serem os homens intrusos e as mulheres rainhas – têm vantagens: revistas masculinas à mão. Numa delas, datada de Maio, cronista que parecia competente declarava fácil distinguir mulherengo eficaz de imitação menor. Registei o que suspeitava: homem dado a espalhar sémen em múltiplas grutas, quando está com uma, desliga o exterior. Das outras, melhor seria dizer. </p>

<p>À fêmea do momento – assim considera uma mulher - entrega-se de corpo e sobra de alma. Ilude-a com a disponibilidade, na aparência, total. Em presença, recusa chamadas, ou atende-as com aparente enfado. E elas, por ignorância do espécime, tomam os factos como indícios de afecto. Ledo engano... Mal dela se afaste, dá sequência aos arranjos.  “Uma de cada vez” é o lema. Na ausência, é de ouro o silêncio - as outras merecem semelhante e iludida exclusividade. Rodando a tômbola, voltam à sequência. </p>

<p>O cronista ia além: mulherengo encartado reconhece provável a condição de «corno». Como prevenção, aparenta ciúmes que reverte em fantasias («pormaior» fundamental, garantia o artigo). Ali chegada, pasmei com a lista das minúcias e argúcias. Concluí: nós, mulheres, somos podres de boas em atributos e cérebros. Para alguns se darem a empreitadas tamanhas pela expectativa de partilha de funduras e proeminências, quando nós, postas em sossego, nem um passo damos, é inquestionável o tesouro que arrecadamos. Mais digo: o cérebro, que a gruta comanda, é a preciosidade maior. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<center> <b> A ler: <a href="http://www.pnetmulher.pt/">Paula Capaz</a> </b> e <b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">António Costa Santos</a> </b>]]>

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<title>DOLLY &amp; CAPARICA&apos;S RIDE</title>
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<modified>2008-07-22T11:57:57Z</modified>
<issued>2008-07-22T07:45:52Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Carlos Diez A tempestade Dolly apresta-se a varrer turistas dos resorts mexicanos. Entre eles, os de Cancun; os tais dos pacotes comprados em suaves prestações. Os mesmos que alojam portugueses aos molhos e fé nos ícones Astecas – o...</summary>
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<![CDATA[<p><img alt="Carlos Diez 1pic.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Carlos Diez 1pic.jpg" width="390" height="468" /><br />
<i> Carlos Diez </i></p>

<p>A tempestade Dolly apresta-se a varrer turistas dos <i> resorts </i> mexicanos. Entre eles, os de Cancun; os tais dos pacotes comprados em suaves prestações. Os mesmos que alojam portugueses aos molhos e fé nos ícones Astecas – o Deus católico, que os portugueses enformou, pode ter faces e nomes que o ecumenismo abrangeu. E há quem se endivide para inscrever destinos tidos como exóticos no <i> carnet </i> das viagens de sonho. Na insanidade consumista, há vestígios de pragmatismo: antes Cancun do que viagem em suite cimeira a bordo do Queen Elizabeth 2 da Cunard. Esta opção é que seria a desgraça completa e faria pular os 24% do actual endividamento <i> per capita. </i></p>

<p>Quem pretender, a baixo custo, experimentar inferno graus abaixo da Dolly não precisa de lonjuras - basta praia de fim de semana na Costa da Caparica. Fui uma vez, neste ano da graça de 2008, num dia de utilidade oficial e, ainda sim, sei da tormenta infligida a uma incauta criatura. Pelo que vi, configuro o temperamento irascível da Dolly que passeia susto e ameaça devastação pela costa oeste das Américas. Caparica’s ride para mim chegou. </p>

<p>Acusem-me de snobe, rígida, preconceituosa. De Vila do Conde, Póvoa de Varzim  e Vale de Lobo não prescindo. A Norte, tenho neblina que, preguiçosa, pelo meio do dia se alevanta. Existe maresia e mar batido que, deliciosamente, sova o corpo. A Sul, há a mansidão dos pinheiros, o mar que lhes recorta a curvatura das copas, minutos medidos por passos até à praia, ausência de gentes que a beira-mar atafulhem, o café tomado na esplanada vazia em pleno Agosto. </p>

<p>Os peregrinos-a-crédito de Cancun que me perdoem, mas o que vão lá fazer? Dívida por dívida que a deixem onde suam o pagamento dos impostos.</p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">"Tardes de Salvador" - "Uma caipirinha com uma carne de sol na Cantina da Lua, longe de ser tranquila, vertiginosa e sensual. (...)</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">"A Pena e o Gládio" - "Há quem pense que, num homem, talentos poéticos e dotes de escrita indiciam uma clara (...)</a> </b></p>

<p><br />
<center> <b> PORQUE DAS PÉROLAS NÃO PRESCINDO </b> </center></p>

<p><b> <a href="http://estadocivil.blogspot.com/">“História alternativa” – “Não lhe falei e ela também não me falou. É verdade que só nos vimos quando estávamos a dois passos um do outro, eu surpreendido, depois estranhamente calmo, avançando, ela (…)”</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://sortidofino.blogspot.com/">“Na hierarquia da sapiência,” – “Prefiro uma conversa com um campino ou um coveiro do que com alguém cujo doutoramento e a vida se possam considerar comuns.”</a> </b><br />
</p>]]>

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<title>EM BICOS DE PÉS E ENRASCADOS COMO SEMPRE</title>
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<modified>2008-07-21T17:51:46Z</modified>
<issued>2008-07-21T09:06:20Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Pierre-Narcisse Guerin O Hermitage deu o dito por não dito e desistiu do pólo permanente em Portugal. Lutámos com armas desiguais, foi o que foi. Empatámos milhão e meio de euros com o ensaio no Palácio da Ajuda, tentámos...</summary>
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<name>Teresa C.</name>

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<![CDATA[<p><img alt="000dp0ff.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/000dp0ff.jpg" width="380" height="533" /><br />
<i> Pierre-Narcisse Guerin  </i></p>

<p>O Hermitage deu o dito por não dito e desistiu do pólo permanente em Portugal. Lutámos com armas desiguais, foi o que foi. Empatámos milhão e meio de euros com o ensaio no Palácio da Ajuda, tentámos exibir rigor, usámos falinhas mansas, diplomacia de bastidores e cautelas que aos  russos pareceram maçadas e sarilhos incompetentes. Ora, para eles burocracia é coisa séria. Vê-la aviltada às três pancadas, sem rublos, euros, dólares – afinal, a Guerra Fria já lá vai há tanto tempo! – enrolados na mão que apertam, é ofensa. </p>

<p>Consequências: o Museu Soares dos Reis, no Porto, fica a chuchar no dedo, e regresso da exposição a Lisboa nem vê-lo! O Piotroyski,  mão-de-ferro do Hermitage, é duro e cortante como calhau de gelo solidificado com vodka. </p>

<p>Vantagens: a Galeria D. Luís I, na Ajuda, sofreu obras de requalificação no valor de 850 mil euros, ordenadas pela ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, minha estimada parceira de ginásio.</p>

<p>O actual ministro da referida pasta remete a culpa para os russos. Eles devolvem-lha numa só tacada: “"Normalmente cumprimos os nossos acordos. Se o Governo português quiser, fazemos a exposição. Estamos prontos. Mas, para fazer uma exposição, é preciso mais do que dizer coisas. Há procedimentos a tomar. [Neste momento] temos apenas um acordo geral. São precisos acordos específicos.”<br />
 <br />
De duas, uma: ou os russos mudaram muito, ou teimamos em atavismos que deviam ter finado. Para mim, digo: em bicos-de-pés, somos os enrascados de sempre.</p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“O Terror de «Quinar»” – “Morremos por tudo e por nada. “Morro de fome”, de sede, de cansaço, de sono, de vontade, de tédio, de calor, de frio, de dor-de-cabeça e (...)”</a> </b></p>

<p> <center> <b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">Mauro Castro, às segundas, é o meu parceiro de escrita</a> </b> </p>]]>

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<title>UM BACH LIDO COM DEDOS</title>
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<modified>2008-07-20T11:10:06Z</modified>
<issued>2008-07-20T10:45:27Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Chernova Viktoria Planeio um domingo feliz. Não me importa o que acontece na cidade em brasa. Que as torres se esvaziem debitando condóminos para filas na procura de outras margens. A minha chega. Serena, silenciosa, saudável no ar que...</summary>
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<![CDATA[<p><img alt="ChernovaViktoria38.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/ChernovaViktoria38.jpg" width="466" height="382" /><br />
<i> Chernova Viktoria  </i></p>

<p>Planeio um domingo feliz. Não me importa o que acontece na cidade em brasa. Que as torres se esvaziem debitando condóminos para filas na procura de outras margens. A minha chega. Serena, silenciosa, saudável no ar que me dá para respirar. O perfume conhecido, a luz coada por musselinas dançantes. O desjejum alegre de quem sabe certo um dia extraordinário. Música e sabores que chegam novos. Pele sem atavios. Pés libertos de saltos e atilhos. Talvez um vestígio de seda daqui a pouco. Ou não, porque o dia irá deslizar num vaivém íntimo que dispensa enfeites e relógios. Os telefones ligados por que sim – os outros amados estão bem e <i> no news, good news. </i> Nada a temer. Aqui, entre o fúcsia e o verde-lima, a essência do que entendo por vida boa corre fluida. Um Bach desconhecido será lido com dedos. Noite dentro, talvez o calor e a dolência de um bolero. Do mais não entendo ou quero saber. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Tira-teimas” – “Chega o tempo quente e com ele o prenúncio de férias. Férias, essa palavra simultaneamente tão desejada e tão temida pelos casais. (...)"</a> </b> </p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“Letargia” – “O peso do calor começa a fazer-se sentir sobre as minhas costas que se vergam perante esta evidência: o país entrou (...)”</a> </b></p>]]>

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<title>MÃO NA MÃO, NO PESCOÇO OU NA CINTURA</title>
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<modified>2008-07-19T11:21:58Z</modified>
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<summary type="text/plain"> Walter Girotto Perguntou Lou Reed: “Mas porque raios nos convidaram para a mesma noite?” Boa questão! Juntar Reed e Cohen só lembra a portugueses com a azia de quem oscila entre o papo vazio e o cheio. A pelintrice...</summary>
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<![CDATA[<p><img alt="Walter Girotto 6pic.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Walter Girotto 6pic.jpg" width="450" height="452" /><br />
<i> Walter Girotto </i></p>

<p>Perguntou Lou Reed: “Mas porque raios nos convidaram para a mesma noite?” Boa questão! Juntar Reed e Cohen só lembra a portugueses com a azia de quem oscila entre o papo vazio e o cheio. A pelintrice armada ao fino é no que dá. Não bastando o bastante, os motards faltam aos concertos por terem corrido para Faro. Entre jargões, tatuagens, borrachas, cabedais ao sol e excentricidades montadas em duas rodas, prevejo ocasião para compita rara no género: “a minha é melhor que a tua!” A noite das strippers foi ontem mas é suposto renovarem o stock hoje. </p>

<p>Em Lisboa, a escolha não é fácil, conquanto as entidades promotoras dos concertos afirmem diferentes os amantes do folk rock poético de Cohen dos seguidores do rock’n roll tirado às entranhas. Peculiar é fazerem da coincidência guerra de números como é uso nas greves e nos comícios eleitorais. Para cúmulo, hoje, a Adriana Calcanhoto é cabeça de cartaz no Alto da Ajuda nas noites quentes do Delta Tejo. E se estão apetecíveis para mínimos de roupa, liberdade, mão na mão, no pescoço ou na cintura...</p>

<p>Pela overdose musical, lembro o nonagésimo aniversário de Mandela. Da esquerda á direita, o apreço é geral. O legado de uma África do Sul pacífica e multicolorida não existe - xenofobia, crime, HIV, pobreza, divisões no ANC provam-no. Bonito de ver, foi Amy Winehouse sair, sob precária, do hospital onde tenta reabilitar-se para actuar sóbria, em Londes, no concerto de homenagem a Mandela. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Optimismo Precisa-se.” – “Estou cansada. Seriamente cansada dos sucessivos “bombardeamentos” sobre crise, preços, aumentos, taxas de juro, combustíveis, inflação, contestação e previsões sobre os males maiores que ainda estão para chegar. (...)”</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“Mais silly não pode haver” – “Na terça-feira passada protagonizei um acontecimento que me provou que a nossa velha conhecida silly season (...)</a> </b> </p>

<center> <b> RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/"> Célia Bernardo, estimada cronista no PNET Mulher, está de volta aos microfones do Rádio Clube. Anima um magazine de fim-de-semana, no ar entre as oito da manhã e o meio-dia. Chama-se “A Vida são 2 Dias”. Excelente sugestão para inaugurar o ócio matinal de sábado e domingo!</a> </b></p>

<p><br />
<center>  <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WZ88oTITMoM&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WZ88oTITMoM&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </center></p>]]>

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<title>LIFTINGS COM DETERGENTES</title>
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<modified>2008-07-22T11:13:42Z</modified>
<issued>2008-07-18T07:35:11Z</issued>
<id>tag:sempenisneminveja.weblog.com.pt,2008://917.420329</id>
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<summary type="text/plain"> Alberto Vargas “PROCURO UM NAMORADO, apaixonado, pode ser carente que dou colo...dou amor também, versos? nem se fale, como remédio de hora em hora, homeopaticamente... PROCURO UM NAMORADO que me faça sentir menina.” Há muito, devo ter recolhido esta...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
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<![CDATA[<p><img alt="Alberto Vargas 9pica.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Alberto Vargas 9pica.jpg" width="590" height="376" /><br />
<i> Alberto Vargas </i></p>

<p><b> <i> “PROCURO UM NAMORADO, apaixonado, pode ser carente que dou colo...dou amor também, versos? nem se fale, como remédio de hora em hora, homeopaticamente... PROCURO UM NAMORADO que me faça sentir menina.” </i> </b></p>

<p>Há muito, devo ter recolhido esta imitação de apelo desesperado num qualquer comentário deixado por aqui. Obviamente, escrito por um homem. Acreditou  no próprio e modesto entendimento e foi o que se leu: caiu na esparrela em que outrem era suposto deslizar. Reproduziu o que julga ser a linguagem e o desejo maior duma mulher. Pouca sorte! Não é. Ímpeto cujo único tino foi confidenciar o que, provavelmente, nem numa aflição sanitária revelaria. Um facto é os géneros uns dos outros contarem a ignorância; outro, em tudo diferente, é um homem assumir como reduzida a amostragem de mulheres que conheceu. Houvera convivido com mais e tivesse aprendido o básico, a tirada acima não lhe ocorreria daquele modo. Admitindo que foi provocação à autora deste blogue, ressalta a eficácia - após um ano, meses?, o anónimo sobe ao palco com direito a holofotes.</p>

<p>Dando por adquirida a minha subjectividade, aos exemplares que se identifiquem com aquele pensar alvitro esclarecimento. Dar colo, dar amor, enaltecer o ego dum parceiro requer dele merecimentos outros que não promessa de um lifting; duradouros milagres de pele ou o Elixir da Longa Vida ainda estão por inventar. Máquinas de camisas, peúgas e porta-atributos masculinos, que depois esperam o ferro de engomar, não constam da lista dos sonhos de uma mnulher. Pranto dúvidas que da fórmula, intemporalmente perseguida, conste detergente e amaciador. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/"> “Estado de Graça em Permanência” – “A Rita, neste momento, é mãe. Em todos os momentos da vida, será mãe. Por bonita razão, escrevo hoje, o dia da Rititi. (...)</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“Morreu na Indonésia… - “Numa sociedade ocidental onde o filme O Sexo e a Cidade “mostrou” o pós-feminismo no seu melhor, valerá a pena falar não sobre Samantha, Carrie, Charlotte ou Miranda, mas antes sobre Mak Erot. (...)”</a> </b>  </p>]]>

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<title>DA ISILDA, DO ALEIXO E DO NUCLEAR</title>
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<issued>2008-07-17T14:22:09Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Lisa Iris Isilda, o nome próprio da Lia Gama, é nome lindo. Renegado pela artista, hoje na idade maior, que assume o nome de baptismo, conquanto afirme sem sucesso o registo oficial no mundo teatral. Os moradores no bairro...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Lisa Iris MoonGoddess copy.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Lisa Iris MoonGoddess copy.jpg" width="480" height="453" /><br />
<i> Lisa Iris </i></p>

<p>Isilda, o nome próprio da Lia Gama, é nome lindo. Renegado pela artista, hoje na idade maior, que assume o nome de baptismo, conquanto afirme sem sucesso o registo oficial no mundo teatral.</p>

<p>Os moradores no bairro do Aleixo, no Porto, daqui a três ou quatro anos, serão realojados. Por água-abaixo foi a recuperação do sítio. Correspondendo ao usual, alguns dos habitantes desesperam pelo futuro mutante. O medo do novo, o culto do habitual que arrecada lembranças e factos do histórico das vidas.</p>

<p>Foi proposto à consideração nacional o investimento no nuclear. O < i> stand by </i> na evolução da economia portuguesa e mundial, os custos energéticos obrigam estratégias de poupança. Victor Constâncio assim falou ao analisar a economia portuguesa e a macroeconomia em que está inserida. Tomou como exemplo a ecologista Finlândia que prepara o quinto reactor nuclear e discute o sexto. Recomendo a leitura deste artigo que encontrei: <b> <a href="http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/">“já cá faltava a censura do costume, este lápis azul eco-fixe e politicamente porreiro!!! (...)"</a> </b> </p>

<center> <b> CAFÉ DA TARDE </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“A mentira” – “Porque mentimos?Não sabemos nós logo à partida que em cada mentira que proferimos (...)"</a> </b> </p>

<center> <b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">À quinta-feira, é pecado não ler Rui Pelejão</a> </b> </center>

<p><br />
<center> <b> PRESENTES </b> </center></p>

<center> <img alt="CA4LA7OT.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/CA4LA7OT.jpg" width="303" height="393" /><img alt="clip_image003a.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/clip_image003a.jpg" width="290" height="393" /> </center>
<center><i> Pirata Vermelho –  “O Floreiro” </i></center>

<p><br />
<center> <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8nA18g_PwG0&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8nA18g_PwG0&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </center><br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>NA FLORESTA DO FEMININO CANSADO</title>
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<modified>2008-07-16T07:47:04Z</modified>
<issued>2008-07-16T07:46:54Z</issued>
<id>tag:sempenisneminveja.weblog.com.pt,2008://917.420236</id>
<created>2008-07-16T07:46:54Z</created>
<summary type="text/plain"> Jack Vettriano Desmente a insofismável verdade da lista do MSN ser mais extensa do que rol de compras para o mês. Exclusivamente composta por mulheres. Com desgosto na voz, amiúde, refere ausência de amigos-homens. Por isso, se abastece de...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
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<![CDATA[<p><img alt="jack-vettriano-0007.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/jack-vettriano-0007.jpg" width="570" height="386" /><br />
<i> Jack Vettriano </i></p>

<p>Desmente a insofismável verdade da lista do MSN ser mais extensa do que rol de compras para o mês. Exclusivamente composta por mulheres. Com desgosto na voz, amiúde, refere ausência de amigos-homens. Por isso, se abastece de «amigas» nos mercados comuns. Estrangeiras, nacionais emigradas ou carregando a vida por cá. Insinua doçuras e concretização de fantasias. Elas caiem como moscas no mel. E ele leva até ao fim <i> ménage a trois </i> que tivesse segredado como possível e interrompa o tédio das queixosas. Arranja boçais que as tomem num motel; ele como caridoso <i> voyeur. </i> No após, degusta a sobremesa que a mulher serve nua. </p>

<p>Desflorado por uma prostituta a mais de meio da adolescência, fez carreira profissional brilhante a par doutra: mulherengo polido. Respeitoso. A nada obriga nenhuma. Justifica-se, reclamando o infinito amor pelos humanos que almeja entender. Concretiza-o por via das mulheres que manipula até atingirem a condição de bichos-fêmeas. Escapa-lhe a contradição entre o enamoramento que apregoa e reduzir mulheres a irracionais.</p>

<p>Quando desfia os picarescos das estórias, ri. Ouvinte mulher, que lhe conheça o profundo e são substracto, contém a revolta e permite-lhe  verter o cálice. Pelas vítimas-protagonistas, nela remanesce tristeza e lágrimas cuja razão ele indaga e considera «não dar lé com cré». Acrescenta: “têm consciência do dito e feito. Apenas torno reais os sonhos de muitas vidas.” E torna. É um Robin dos Bosques na floresta do feminino cansado. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><br />
<center> <b> A ler: <a href="http://www.pnetmulher.pt/">Paula Capaz</a> </b> <b> e <a href="http://www.pnethomem.pt/">António Costa Santos.</a> </b></p>]]>

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<title>ADORÁVEIS «PIROSEIRAS» JUVENIS</title>
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<modified>2008-07-15T14:54:39Z</modified>
<issued>2008-07-15T07:55:25Z</issued>
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<created>2008-07-15T07:55:25Z</created>
<summary type="text/plain"> Baron Von Linden Decorre amável competição de «piroseiras» juvenis. Alguns dos muitos colaboradores daquele sítio vão fundo nas memórias que também preenchem o meu baú. Quando a Sofia Galvão lembrou o David Cassidy, dei por mim embasbacada - até...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
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<![CDATA[<p><img alt="BaronvonLind-PeggySue-047-LG.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/BaronvonLind-PeggySue-047-LG.jpg" width="370" height="454" /><br />
<i> Baron Von Linden </i></p>

<p><a href="geracaode60.blogspot.com/">Decorre amável competição de «piroseiras» juvenis.</a> Alguns dos muitos colaboradores <a href="geracaode60.blogspot.com/">daquele sítio</a> vão fundo nas memórias que também preenchem o meu baú. Quando a  <a href="geracaode60.blogspot.com/">Sofia Galvão</a> lembrou o David Cassidy, dei por mim embasbacada  - até que enfim encontro quem partilha idêntica desfloração-amorosa-infanto-juvenil. Único acidente platónico que vivi. Mais tarde, já mulher, não fui indiferente ao fascínio aventureiro do Indy/Harrison Ford. <i> Malgré </i> o péssimo hábito de não de não ver televisão, seja informada dum <i> spot </i> publicitário em que ele publicite rábanos ou salsaparrilha e mantenho a «coisa» ligada até o dito cujo surgir. O mais provável, ainda assim, é não dar conta dele pelo enfado da programação. </p>

<p>O “Blade Runner”, o “Frantic”, o “Sabrina” do Ridley Scott, do Polasnski e do Sidney Pollack respectivamente, bem como o deslavado Han Solo, em “Star Wars”, são rostos diferentes do ex-carpinteiro. Ao tempo, fazia uns biscates e, por cunha de um freguês, o George Lucas prestou-lhe atenção. Bendito repente! Até um bonsai murcho ganha saúde quando o “divino” lhe pega e caminha para um automóvel cujas potencialidades é suposto vender!</p>

<p>Só não candidato este blogue à compita das «piroseiras» online pelo similar atavismo  que, há muito, lhe está associado. As reproduções <i> kitsch </i> da pintura, a escrita e a selecção musical têm créditos que, facilmente, tornariam o “Sem Pénis Nem Inveja” ganhador. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Vida de turista” - “Nisto do viajar as pessoas distinguem-se como na vida: há os mais entusiastas e excitados (...)”</a> </b> </p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“A Primeira Vez Que Vi Paris” – “A primeira vez que vi Paris fiquei com os olhos rasos de água. Tinha acabado de tirar os olhos de Lisboa (...)”</a> </b></p>

<p><br />
<center> <b> BLOGOSFERA </b> </center></p>

<p><br />
<b> <a href="http://luiscarmelo.blogspot.com/">Ao Luis Carmelo, que hoje comemora cinco anos de blogger, endereço os parabéns. Magnífica a síntese <i> à propos: </i> “O primeiro ano foi de vício e compulsão sem fim. O segundo ano foi de intensíssima apropriação do meio. O terceiro ano foi o ano que culminou com a evidência do metabloguismo. O quarto ano foi de mini-entrevistas e de aceso debate sobre a dupla ficção-realidade. O quinto ano foi tempo de travagem, de mais inércia e, sobretudo, de contemplação menos deslumbrada.”</a> </b></p>]]>

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<title>NUMA ROCHA DO TEJO-MAR</title>
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<modified>2008-07-14T10:37:39Z</modified>
<issued>2008-07-14T08:17:29Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Michael and Inessa Garmash Nunca coincidimos sentados numa das poucas rochas que amparam metros do estuário do Tejo. Acondicionados no ar e conforto do automóvel, jamais convergimos rotas. Multiplicados por um milhão, é escassa a probabilidade de num semáforo...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
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<![CDATA[<p><img alt="Michael and Inessa Garmash gar2007b-beautyontheshore30x40.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Michael and Inessa Garmash gar2007b-beautyontheshore30x40.jpg" width="500" height="375" /><br />
<i> Michael and Inessa Garmash </i></p>

<p>Nunca coincidimos sentados  numa das poucas rochas que amparam metros do estuário do Tejo. Acondicionados no ar e conforto do automóvel, jamais convergimos rotas. Multiplicados por um milhão, é escassa a probabilidade de num semáforo reparamos no outro, ainda que a pequenez da hipótese estivesse a favor. Na rocha, ainda menos. Pelo meio duma tarde da semana o meu refúgio à beira da água não é, certamente, teu. E, no entanto, excepto agora que escrevo, nunca me ocorreste quando ouço do rio-oceano o cicio. Talvez pelos quotidianos separados como os antípodas. Talvez pelo ramerrão (des)conhecido.  Talvez porque o campo gravítico apenas atraia semelhantes, e nós, adivinho, mais diferentes não podemos ser. Porém há um elo. Quando e como foi estabelecido, não sei dizer. Nem tu, embora pelo arrepio da pele, esteja certa de que o experimentas mais vezes do que a razão ordena. E abanas a cabeça e avanças para a tarefa seguinte e só pela noite - quando a consciência desleixa a vigilância - ouves a interpelação do corpo.</p>

<p>Na distância próxima, vamos sendo felizes. Muito, sentimos. A falta do outro não é falta – um bolo sem cereja que o encime pode ser perfeito e saboroso. E adiamos a cereja por medo. Mas, não desmintas - não fosse o fantasma que represento e te agita o breu, há muito teríamos partilhado uma das poucas rochas que amparam as águas do nosso Tejo-mar.<br />
 <br />
<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center></p>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Cretinos e Cabrões são Outros” – “Nada a fazer - reclamo a condição de felizarda e progressão na carreira. Optimista convicta, deliro com tiradas (...)”</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“Apreciando o movimento” – “Dentro do táxi, encolhido de frio, mato o tempo observando as figuras que circulam pelo (...)”</a> </b></p>

<center> <b> Desde ontem: </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Esmerado Aceno” – “O Sr. Francisco é um homem robusto. Sentado ao portão, olha para dentro de todos os carros (...)”</a> </b> </p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“O Museu do Oriente” – “Esta semana, a “Time Magazine” fala de Portugal. E fala bem. Na pg. 60, com o título (..)”</a> </b> </p>

<p><br />
<center> <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bHUH8cP7p90&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/bHUH8cP7p90&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </center></p>]]>

</content>
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<title>A UNHA DO PÉ</title>
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<modified>2008-07-13T11:15:55Z</modified>
<issued>2008-07-13T11:09:45Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Autor que não foi possível identificar Sentado no sofá, num interlúdio do durante, ele acariciava-lhe os pés. Um a um, nenhum dos dedos esquecia. Gostava deles papudos como soem na infância ou no tempo de Lolita. Não eram assim...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

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<![CDATA[<p><img alt="unhas.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/unhas.jpg" width="450" height="429" /><br />
<i> Autor que não foi possível identificar </i></p>

<p>Sentado no sofá, num interlúdio do durante, ele acariciava-lhe os pés. Um a um, nenhum dos dedos esquecia. Gostava deles papudos como soem na infância ou no tempo de Lolita. Não eram assim os dela – esguios e magros como os pés, o corpo e o pescoço. Pelo fetiche, desviava do rosto dela a atenção, olhava-os erguidos ao alto e abertos em leque quando as vagas de prazer sucediam. Sempre fora assim. Também por isso, somente tivera duas paixões. A última fora devida às formas opulentas e novas, o cheiro a sexo sem que o houvesse e, fatalmente, aos dedos dos pés. Dela contava às que ameaçavam a memória da paixão antiga. Actualizada quando o chamamento e a saudade o reclamavam. Das outras gostava assim-assim. Afectos mornos e infiéis. À maneira dele. Uma amava-o, outra era entretém longínquo, a terceira conhecera-o cinco anos atrás e, desde o último, tinha-o por mentiroso. Mais havia que não contavam - fogachos consumidos na adrenalina do momento. Fatuidades que serviam para lhe provarem a virilidade que temia, um dia, adormecer. E teimava na <em>webcam</em> e nos orgasmos virtuais. Dali aos reais era um passo que não hesitava em calcorrear. </p>

<p>À terceira perguntou: “Que tenho de especial?” Ela, com a rapidez useira, respondeu: “Nada; tão pouco eu. O feitiço é o histórico comum.” Meia-verdade ou verdade inteira – o laço cúmplice não tinha, para qualquer dos dois, paralelo. Ela sabia que ele sempre a temera – mulher inteligente e intensa é perigo eminente. Agora, ele vinha e ela esperava-o, sabendo que havia três horas se despedira da que o amava e era a galinha dos ovos de ouro dele. </p>

<p>Quando disse “Tu és a tua unha do pé!”, ela riu. Soube que, muito tarde, começava a entendê-la. No reencontro seguinte, a unha do pé não estava igual. </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“Uma, duas, três fatias de bolo de chocolate” – “Mas afinal de contas, vais ou não vais acabar de comer essa fatia de bolo? – pergunto (...)”</a> </b></p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“Vai um tirinho?” – “Isto, sim, indigna-me: a violência (ia chamar-lhe gratuita, mas até poderia parecer que (...)</a> </b> </p>]]>

</content>
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<title>ATÉ AS MOSCAS ANDAM MOLES!</title>
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<modified>2008-07-12T12:29:46Z</modified>
<issued>2008-07-12T11:07:04Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Blake Flynn Mudar de Verão para Primavera tente-não-caia adormece cada pedaço do corpo. Até os ossinhos, saudáveis diz o bendito João Semana que insiste em tomar conta do recheio que enformo, doem um a um. Vem daí a lentidão...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Blake Flynn BendedKnee_72_lg.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Blake Flynn BendedKnee_72_lg.jpg" width="450" height="450" /><br />
<i> Blake Flynn </i></p>

<p>Mudar de Verão para Primavera tente-não-caia adormece cada pedaço do corpo. Até os ossinhos, saudáveis diz o bendito João Semana que insiste em tomar conta do recheio que enformo, doem um a um. Vem daí a lentidão dos movimentos e a perplexidade da Cila ao deparar com uma pasmada que contrariava o comum. Balbuciei uma qualquer ausência de explicação. “Que não, que não pode ser, que alguma coisa aconteceu, sentiu-se mal?, está cansada?, dormiu bem?” Que sim, dormira como uma «anja», não estava exausta, doente e tão pouco nada de mau acontecera. Presenteou-me com o café-bomba da praxe e sossegou. </p>

<p>Interrompeu os cozinhados para espiar o meu estado. “Ah!, a “doutorinha” está melhor!  Pois eu não! Continuo chocha, dói tudo o que há para doer; na cabeça carrego batatas que não param de aumentar. Sabe que mais? É do tempo! Se viesse uma chuvada lavava a terra, sumiam as batatas e as dores. E já reparou? Até moscas entraram em casa. Veja como andam moles!” A memória recolheu o dito da Lise, francesa que viveu anos em Portugal, quando a atmosfera teimava no cinzento: "<em>oh la la!, putain de temps, oh la la!"</em></p>

<p>Tudo passou pela tarde. Duas horas com Amiga a quem muito quero recompuseram-me num ai. A parte sumarenta da conversa reservo para segunda no <b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">PNET Mulher.</a> </b> </p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><br />
<b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“O Regresso” – “Após 7 meses entre fraldas, arrotos, cocós, sestas, mamadas e diálogos de gugus-dadás, estou de regresso ao mundo real. (...)"</a> </b> </p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“PARECER ECUMÉNICO” - “Mecanismo fundamental das sociedades humanas – agora (muito mal) misturadas (...)”</a> </b></p>

<p><br />
<center> <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EQDHCyFe2rY&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EQDHCyFe2rY&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </center></p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>«LERDA» NÃO CONSTA DOS MEUS DICIONÁRIOS</title>
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<modified>2008-07-11T14:21:49Z</modified>
<issued>2008-07-11T08:37:45Z</issued>
<id>tag:sempenisneminveja.weblog.com.pt,2008://917.420059</id>
<created>2008-07-11T08:37:45Z</created>
<summary type="text/plain"> Drudwyn &quot;Lerdo – 1. pouco activo; vagaroso; lento. 2. bruto; estúpido (do castelhano lerdo, «pesado»).&quot; Não-amigo afirma erro imperdoável o masculino de «lerda». Segundo ele, dicionários onde não constar apenas o feminino são edições de somenos que convirá banir...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Drudwyn summernights.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Drudwyn summernights.jpg" width="550" height="367" /><br />
<i> Drudwyn </i></p>

<p>"Lerdo – 1. pouco activo; vagaroso; lento. 2. bruto; estúpido (do castelhano lerdo, «pesado»)." </p>

<p> Não-amigo afirma erro imperdoável o masculino de «lerda». Segundo ele, dicionários onde não constar apenas o feminino são edições de somenos que convirá banir do rol credível. Nem discuto o pressuposto. Machista, presumo, e, só por isso, o relego à indiferença. Lerdo consta dos meus dicionários e chega. Lerda não. Quero lá saber de voz masculina que atribui a lerdice às mulheres!... </p>

<p>Há gente mais lerda do que os homens no que concerne aos afectos? E no que respeita ao sexo? Trocam os «bês» pelos «vês». Não distinguem a urgência de um instante do querer genuíno duma mulher que corpo e alma faz tremer. Resta o silêncio que logre entender no outro a precariedade do corpo-cedência. </p>

<p>Lerda serei. Dou barato o termo omisso nos dicionários que possuo.  Mas confundir apetites com "está caída por mim", não me ocorre sequer.</p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">“O Milagre da Multiplicação das Vagas no Ensino Superior” – “Quinhentas vagas para licenciaturas em Direito. Aumento substancial de candidatos admitidos em cursos como Medicina e Engenharia (...)"</a> </b> </p>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">“A Outra” – “As entrevistas dadas na semana passada por Manuela Ferreira Leite na TVI, no programa “Cartas na Mesa”, conduzida por Constança Cunha e Sá, e de José Sócrates, na RTP1, (...)”</a> </b></p>]]>

</content>
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<title>ANDARILHA DOS SETE COSTADOS</title>
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<modified>2008-07-10T13:05:13Z</modified>
<issued>2008-07-10T09:04:00Z</issued>
<id>tag:sempenisneminveja.weblog.com.pt,2008://917.420003</id>
<created>2008-07-10T09:04:00Z</created>
<summary type="text/plain"> Greg Horn Andarilha dos sete costados, calharam na rota bairros sociais. Sol no zénite, temperatura amena, dois quilómetros de peregrinação. Ao volante, pouco é semelhante ao que vi. A surpresa maior é o cumprimento dos desconhecidos que comigo cruzaram...</summary>
<author>
<name>Teresa C.</name>

<email>ceubrojo@netcabo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Greg Horn pic1.jpg" src="http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/Greg Horn pic1.jpg" width="550" height="426" /><br />
<i> Greg Horn </i> </p>

<p>Andarilha dos sete costados, calharam na rota bairros sociais. Sol no zénite, temperatura  amena, dois quilómetros de peregrinação. Ao volante, pouco é semelhante ao que vi. A surpresa maior é o cumprimento dos desconhecidos que comigo cruzaram o caminho - um “Boa tarde” amistoso é raro na cidade grande. Ouvi vários. Correspondi, deliciada. Do mesmo lembrava nos arrabaldes de Vila do Conde e na Beira onde, enterradas, tenho raízes e floresce parte substancial dos meus verões. </p>

<p>Prédios comuns despojados de artifícios que denunciam <i> statu quo.</i> Há rostos idosos nas janelas escancaradas do rés-do-chão. Mulheres sentadas nas soleiras. Homens assentados à volta de mesas de pedra onde poisam as cervejas e ditam lances nas jogatinas para entreter ócios e fastios. Reformados os idosos, desempregados os mais novos, ou fruindo da simplicidade das férias. </p>

<p>Há jardins relvados entremeados por roseiras de folha graúda, improváveis nas cores e robustez. Saudável desprezo pelo desenho dos arquitectos paisagistas. Os moradores tratam dos espaços comuns com zelo, à semelhança do que fariam se o espaço verde fosse exclusivo de cada um. Um canteiro pode rodear o jacarandá original, ou um chorão que o vizinho plantou. </p>

<p>Pela roupa estendida nas fronteiras dos edifícios é feita a distinção dos condomínios vigiados por câmaras, seguranças em permanência e jardins privados. Impera como destrinça a afabilidade que abrange vizinhos ou não. E esta, sim!, é fundamental.</p>

<center> <b> CAFÉ DA MANHÃ </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnetmulher.pt/">"A falta que me faz escrever, é como a saudade do cheiro do mar para quem vive no interior.Um (...)"</a> </b></p>

<center> <b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">Rui Pelejão</a> </b> </center>

<p><b> <a href="http://www.pnethomem.pt/">"Autêntico" - "Nós já desconfiávamos mas o Medina Carreira hoje disse-o de forma a não (...)"</a> </b></p>

<center> <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N9yBJES35O4&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/N9yBJES35O4&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </center>]]>

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